Até onde vai a garantia do FGC no Brasil: um teste de liquidação sequencial de instituições financeiras

Os sistemas de seguro-depósito têm o objetivo de conferir segurança aos pequenos depositantes e evitar corridas bancárias. De maneira implícita ou explícita, em 2022 todos os países que tinham um sistema bancário contavam com alguma forma de seguro-depósito. No Brasil, esse papel é desempenhado pelo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Kuntz, Bruno Teixeira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20122023-213025
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-20122023-213025/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bank runs
Banking products
Corridas bancárias
Deposit insurance
Educação financeira
Financial education
National Financial System
Poupança
Produtos bancários
Savings
Seguro-depósito
Sistema Financeiro Nacional
Descripción
Sumario:Os sistemas de seguro-depósito têm o objetivo de conferir segurança aos pequenos depositantes e evitar corridas bancárias. De maneira implícita ou explícita, em 2022 todos os países que tinham um sistema bancário contavam com alguma forma de seguro-depósito. No Brasil, esse papel é desempenhado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um sistema explícito que garante aos depositantes até 250 mil reais por instituição. No entanto, o patrimônio líquido do FGC correspondia a 4%, em setembro de 2022, do total de depósitos garantidos, o que gera dúvidas acerca de sua eficácia em um episódio de crise sistêmica que acarrete a liquidação sequencial de diversos bancos. Para testar sua robustez, foram levantados dados de captações dos produtos sob garantia de todos os conglomerados prudenciais e instituições financeiras do Brasil, posteriormente cruzados com dados divulgados pelo fundo sobre suas disponibilidades e coberturas. Os bancos foram divididos em cinco segmentos, conforme a classificação prudencial estabelecida pelo Banco Central do Brasil. As instituições do maior segmento foram excluídas por serem consideradas grandes demais para falhar. Ao analisar cumulativamente os segmentos, com dados de setembro de 2022, em uma situação de falência sequencial, observou- se que o FGC teria capacidade de honrar integralmente o depósito de 25 das 131 menores instituições financeiras. Tendo em vista os resultados, é possível afirmar que somente uma crise de grandes proporções seria capaz de liquidar as disponibilidades do FGC, tornando razoavelmente seguro para os pequenos depositantes utilizarem qualquer instituição financeira, inclusive as mais frágeis, desde que se atentem aos limites de cobertura.