Ensino de evolução e história do darwinismo

Este estudo tem por objetívo trazer contribuições para os cursos de Biologia da escola secundária, focalizando o ensino de Evolução. As concepções dos estudantes foram estudadas e comparadas com alguns detalhes fundamentais do desenvolvimento das teorias originais de Charles Darwin, bem como com esc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bizzo, Nelio Marco Vincenzo
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1991
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-16082013-145625
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48133/tde-16082013-145625/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Charles Darwin
Darwinism
Darwinismo
Ensino de evolução
História da biologia
History of biology
Teaching evolution
Descripción
Sumario:Este estudo tem por objetívo trazer contribuições para os cursos de Biologia da escola secundária, focalizando o ensino de Evolução. As concepções dos estudantes foram estudadas e comparadas com alguns detalhes fundamentais do desenvolvimento das teorias originais de Charles Darwin, bem como com escritos de quatro estudiosos de sua obra, que se mostraram relevantes para os conteúdos escolares. Parte do trabalho de Emanuel Radl (1873-1942), John C. Greene, Robext Maxwell Young e Ernst Mayr foi apresentado criticamente. Alguns deles entendem que o darwinismo seja uma visão de mundo, outros o pensam como um grupo de teorias biológicas particulares. A presença do Homem no Orígin of Species foi discutida após pesquisas realizadas com os manusritos originais de Charles Darwin, particularmente com o capítulo 6 do \"Longo Manuscrito\". Foram apresentadas evidências que algumas razões inesperadas podem ter impedido que uma seção sobre o Homem fosse escrita no Orígin of Species. Foram apresentados livros escritos por Julian Huxley e Kettleweil, nos anos 60, e Richard Dawkins, mais recentemente, na tentativa de mostrar algumas fontes de influência sobre o entendimento que o grande público tem das teorias evolutivas. Onze estudantes de nível secundário foram entrevistados e 192 estudantes responderam a um questionário, de maneira a explicitar suas concepções após o ensino desse tópico. O livro didático utilizado nos seus cursos foi analisado, com o objetivo de verificar se suas concepções erróneas poderiam ter sido confirmadas quando estudavam esse tópico. As recomendações de 19 Secretarias de Educação foram também analisadas. Os resultados mostram pequeno entendimento das teorias biológicas. O significado da Evolução parece ser muito mais amplo do que seria de se esperar do ponto de vista do entendimento do darwinismo enquanto conjunto de teorias biológicas particulares. Evolução é entendida como estando ligada primordialmente ao Homem. Os alunos tendem a entender Evolução como progresso, crescimento, multiplicação e melhoramento. Evolução Biológica e Cultural parecem estar intimamente ligadas a uin mesmo amplo significado. Adaptação é vista como um processo individual, que ocorre durante o transcorrer da vida do organismo. Este estudo mostrou que existem algumas razões específicas para esses resultados, uma vez que o conhecimento aparece distorcido nas escolas. Uma versão simplista do desenvolvimento das teorias biológicas é apresentada aos estudantes, sem levar em consideração suas próprias concepções a esse respeito. Versões que não são mais aceitas no campo académico continuam a ser veiculadas por livros didáíicos, revistas de ampla circulação e livros destinados ao grande público. Foram apresentadas algumas evidências de que existem razões ideológicas para essas distorções, especialmente das relações entre os trabalhos de Darwin e Mendel Novas estratégias de ensino se mostram necessárias, bem como uma nova versão do desenvolvimento do darwinismo deveria ser oferecido aos alunos. Nesse sentido, as obras de August Weismann e Herman Muller deveriam ser consideradas na reconstrução do desenvolvimento das teorias biológicas entre 1837 e 1937.