O que o Moridero, de Mario Bellatin, pode nos dizer sobre a morte e suas facetas na modernidade?
Mediante o conto Salón de Belleza, de Mario Bellatin, que trata da transformação de um centro cosmético em um espaço destinado ao amparo de moribundos acometidos por uma doença misteriosa, discute-se, neste artigo, a influência que alguns processos sociais tiveram na construção de uma percepção que...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) |
| Repositorio: | Revista M (Rio de Janeiro) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.seer.unirio.br:article/9901 |
| Acceso en línea: | https://seer.unirio.br/revistam/article/view/9901 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Modernidade Morte Tabu Corpos Abjetos Mario Bellatin |
| Sumario: | Mediante o conto Salón de Belleza, de Mario Bellatin, que trata da transformação de um centro cosmético em um espaço destinado ao amparo de moribundos acometidos por uma doença misteriosa, discute-se, neste artigo, a influência que alguns processos sociais tiveram na construção de uma percepção que os indivíduos passaram a carregar na modernidade sobre a morte e seus desdobramentos. Essa nova conjuntura social, política, econômica e cultural, marcada pelo surgimento dos Estados-Nações e pela chamada Medicina Social Clínica, que se consolidaram por volta do século XIX, contribuiu para a formação de um imaginário social que passou a compreender a morte e tudo que, supostamente, estivesse ligado a ela, como a feiura, a doença, a loucura e a estranheza, como algo desprezível e que, necessariamente, devesse ser afastado do alcance dos olhos da sociedade. Uma das razões que levaria a tal percepção surgir, estaria vinculada ao próprio projeto que a modernidade criou para si baseada numa sociedade da ordem e da pureza. |
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