O choque do insuspeitado: Heidegger e a verdade da obra de arte

Este trabalho pretende esclarecer a noção de verdade apresentada no clássico ensaio heideggeriano A origem da obra de arte a partir da especificidade de seu caráter em relação ao âmbito do ordinário. Para Heidegger, a verdade da obra de arte acontece como o “choque do insuspeitado”, ela deve romper...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ruggeri, Sabrina
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Repositorio:Peri
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.sites.ufsc.br:article/1048
Acceso en línea:https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/1048
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Martin Heidegger
Filosofia da Arte
Estética
Verdade.
Descripción
Sumario:Este trabalho pretende esclarecer a noção de verdade apresentada no clássico ensaio heideggeriano A origem da obra de arte a partir da especificidade de seu caráter em relação ao âmbito do ordinário. Para Heidegger, a verdade da obra de arte acontece como o “choque do insuspeitado”, ela deve romper com as relações humanas habituais e abrir assim um espaço de extraordinária transcendência. Para esse intuito, iremos acompanhar a filosofia heideggeriana a partir do projeto de destruição [Destruktion] da Estética, passando pelo desdobramento do conceito de verdade desde a sua apresentação como desvelamento em Ser e Tempo, até a sua revisão com o conceito de “terra”. Este caráter de choque, constitutivo do ser-obra e do modo de acontecimento de sua verdade, deve empreender um afastamento em relação ao cotidiano que possibilita ao mesmo tempo uma transformação no nível da existência.