A influência da cobertura do solo para assembleia de collembolos em meio subterrâneo superficial neotropical

O objetivo deste estudo foi avaliar se a cobertura vegetal nativa altera padrões físico-químicos do solo de meios subterrâneos superficiais (MSS), assim como verificar se este parâmetro exerce alguma influência na fauna de colêmbolos associados a estes ambientes (riqueza, composição e distinção taxo...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos Júnior, Gilson Argolo dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/58897
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/58897
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ecologia Aplicada
Habitats subterrâneos superficiais
Cobertura de solo
Fauna subterrânea
Armadilhas para coleta subterrânea
Habitats subterrâneos
Meios subterrâneos superficiais
Superficial subterranean habitats
Soil cover
Subterranean fauna
Subterranean sampling devices
Subterranean habitats
Mesovoid shallow substratum
Descripción
Sumario:O objetivo deste estudo foi avaliar se a cobertura vegetal nativa altera padrões físico-químicos do solo de meios subterrâneos superficiais (MSS), assim como verificar se este parâmetro exerce alguma influência na fauna de colêmbolos associados a estes ambientes (riqueza, composição e distinção taxonômica). Aliado a isto, também foi verificado se esta fauna (riqueza, composição e diversidade beta) é influenciada de algum modo pelas estações seca e chuvosa e se difere entre diferentes meses do ano. Foi avaliado também se estes padrões afetam diferentemente a fauna de fragmentos florestais e áreas antropizadas, bem como se as variações na temperatura interferem nesta dinâmica. Amostrou-se, durante 13 meses consecutivos, a fauna de colêmbolos associados ao MSS no carste do município de Pains-MG, no sudeste brasileiro. Em seis estações amostrais (três situadas em encostas de fragmentos florestais e três em encostas adjacentes a plantações ou pastagen) foram avaliados diversos parâmetros do solo (temperatura, textura, porosidade, pH, concentração de matéria orgânica e de micronutrientes) em diferentes estratos do solo (de 5 até 95cm de profundidade). A assembleia de colêmbolos foi influenciada tanto por parâmetros do solo (matéria orgânica, pH, micro porosidade e textura) como pelo tipo de ambiente, este com a maior influência sobre a composição de colêmbolos troglomórficos. No entanto, com exceção da temperatura média do MSS, os parâmetros físico- químicos não apresentaram diferenças entre os ambientes de fragmento florestal e antropizado. As estações seca e chuvosa influenciaram na composição e riqueza de colêmbolos de áreas antropizadas, assim como na riqueza de estratos mais superficiais. Todos os ambientes e estratos avaliados apresentaram diferenças mensais, enquanto apenas a composição dos estratos superficiais e profundos apresentaram diferenças entre alguns meses não consecutivos. Em relação à beta diversidade, o estrato mais profundo apresentou padrão de substituição de espécies no ápice da estação seca e começo da chuvosa, que foi alternado para diferença de riqueza após o período chuvoso mais intenso. A temperatura mensal dos estratos do MSS influenciou negativamente a riqueza das profundidades e ambientes avaliados. Com os resultados obtidos no estudo, é possível inferir que os MSSs possuem importância para conservação da biodiversidade, tendo em vista que regiões mais profundas apresentam maior estabilidade e pode ser utilizada como abrigo em momentos de estresse. Nesse sentido, também é possível inferir que a conservação da vegetação nativa adjacente a estes ambientes tem grande importância, principalmente para atenuação de efeitos climáticos externos.