Desafios para a atenção primária à saúde no Brasil : uma análise do trabalho das agentes comunitárias de saúde durante a pandemia de Covid-19

As fragilidades da Atenção Primária à Saúde podem ser reconhecidas por meio da análise do trabalho das agentes comunitárias de saúde. Uma vez que a situação enfrentada por essas profissionais representa desafios estruturais do sistema de saúde, este artigo tem como objetivo analisar a situação das p...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Fernandez, Michelle, Lotta, Gabriela, Corrêa, Marcelo
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade de Brasília (UnB)
Repositório:Repositório Institucional da UnB
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unb.br:10482/40858
Acesso em linha:https://repositorio.unb.br/handle/10482/40858
https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00321
http://orcid.org/0000-0003-0224-0991
http://orcid.org/0000-0003-2801-1628
http://orcid.org/0000-0002-0528-4626
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Atenção primária à saúde
Agentes comunitários de saúde
Covid-19
Descrição
Resumo:As fragilidades da Atenção Primária à Saúde podem ser reconhecidas por meio da análise do trabalho das agentes comunitárias de saúde. Uma vez que a situação enfrentada por essas profissionais representa desafios estruturais do sistema de saúde, este artigo tem como objetivo analisar a situação das profissionais em questão no enfrentamento à pandemia de Covid-19 no Brasil. Analisamos seus desafios com base nos dados coletados em um inquérito online e em netnografia. Para a realização da análise dos dados, optamos pela análise de conteúdo, inspirada na grounded-theory. Observamos três dimensões que representam como as agentes comunitárias de saúde experienciam a pandemia: mudanças nas práticas de trabalho, bem como nas interações entre trabalhadores e usuários e a expectativa do futuro no trabalho pós-pandemia. As análises mostram que para resguardar essas profissionais e garantir o funcionamento da Atenção Primária à Saúde é necessário contar com novas estratégias para viabilizar as dinâmicas locais de trabalho.