Desempenho de cabritas Saanen submetidas a diferentes níveis de energia na dieta: perfil metabólico e hormonal

Considerando que a quantidade de energia ingerida pelo animal pode antecipar ou retardar o início da puberdade, este estudo tem por objetivo avaliar como diferentes níveis de energia influenciam o perfil metabólico, hormonal, consumo de alimento e o peso vivo de cabritas da raça Saanen em início de...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Bomfim, Gabriela Facholi
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19032013-111002
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-19032013-111002/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cabritas
Goat kids
Hormones
Hormônios
Metabolic profile
Nutrição
Nutrition
Perfil metabólico
Reprodução
Reproduction
Descrição
Resumo:Considerando que a quantidade de energia ingerida pelo animal pode antecipar ou retardar o início da puberdade, este estudo tem por objetivo avaliar como diferentes níveis de energia influenciam o perfil metabólico, hormonal, consumo de alimento e o peso vivo de cabritas da raça Saanen em início de puberdade (entre 227 dias de idade e peso vivo de 28,38 ± 0,91kg até 304 dias de vida e peso vivo de 39,12 ± 1,47). Desse modo, as 21 cabritas experimentais foram submetidas a três dietas, sendo: T1) dieta controle, na qual atendeu 100% do requerimento dos animais (contendo níveis nutricionais preconizados segundo o NRC (2006)); T2) decréscimo de 20% de óleo de soja em relação à dieta controle e T3) acréscimo de 20% de óleo de soja em relação à dieta controle. Durante o período experimental foram realizadas pesagens e colheita de sangue semanalmente avaliação do desempenho dos animais bem como, de suas condições fisiológicas e reprodutivas, sendo essas obtidas através da dosagem de metabólitos (glicose, colesterol, triglicerídeo, proteína, ureia) e hormônios (progesterona (P4) e estradiol (E2). Ao avaliar o desempenho dos animais verificou-se que o tratamento controle apresentou peso vivo final e consumo da matéria seca superior (p≤0,05) aos demais tratamentos, sendo o tratamento com acréscimo de 20% de óleo de soja em relação à dieta controle apresentou pior desempenho. Porém, ao analisar as médias dos hormônios E2 e P4 ao final do período experimental foi constatado que os animais que receberam dieta com acréscimo de energia tiveram médias superiores (p≤0,05) aos demais quanto à concentração plasmática de progesterona, percentual de ovulação (considerando níveis de P4 acima de 1 ng/ml) e percentual de manifestação de estro (concentração de E2 acima de 30 pg/ml). Quanto aos metabólitos, os animais que foram submetidos ao decréscimo de energia em sua dieta apresentaram níveis de ureia e colesterol superiores (p≤0,05) aos da dieta com acréscimo de energia. Contudo, com base nos resultados obtidos conclui-se que o ideal é manter a dieta controle, pois os índices para percentual de estro, ovulação e perfil metabólico são satisfatórios, bem como o consumo e peso vivo final dos animais.