JORGE MAUTNER E SEUS MÚLTIPLOS

A produção literária de Jorge Mautner é marcada por intensa carga autobiográfica (autoficção) onde o autor, o narrador e o personagem se misturam na chuva que molha a narrativa, dando vida à escrita revestida pelo manto da estranheza, uma estranheza imbricada em incompreensão. Se por um lado a inten...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Antonio César Silva
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/28850
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28850
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Letras
Autobiografia
Autoficção
Jorge Mautner
Música Popular Brasileira
Literatura brasileira
Descripción
Sumario:A produção literária de Jorge Mautner é marcada por intensa carga autobiográfica (autoficção) onde o autor, o narrador e o personagem se misturam na chuva que molha a narrativa, dando vida à escrita revestida pelo manto da estranheza, uma estranheza imbricada em incompreensão. Se por um lado a intensidade autobiográfica se mistura à narrativa fazendo a escrita fluir como um rio, por outro essa mesma intensidade autobiográfica faz surgir o múltiplo mautneriano, entendido nesta pesquisa como uma nomenclatura que se inscreve no autor por meio do autobiográfico e que se evidencia também em entrevista. Este trabalho, então, consiste no mapeamento dos múltiplos deste escritor, poeta, compositor e cantor que também dialoga com a filosofia e o cinema. Para mapear os múltiplos mautnerianos, os livros Jorge Mautner - O filho do holocausto: memórias (1941 a 1958) e Deus da Chuva e da Morte são utilizados como principais fontes, não deixando de visitar outras obras, o livro Kaos e poemas que migraram para a forma de letra de canção. Dentre os múltiplos mapeados nesta Tese, o Kaos, a chuva e o maldito mereceram atenção especial porque são nomenclaturas que acompanham o autor a partir da metade da década de 1950, quando começou a escrever a Trilogia do Kaos. O poeta lírico também foi içado como múltiplo na larga campina de sua produção poética.