A ruptura na imagem movimento: releitura do sensório-motor em Cinema 1

A noção de ruptura do esquema sensório-motor, delineada por Henri Bergson em Matéria e Memória (1896), organiza os dois volumes de Gilles Deleuze dedicados ao cinema: em Cinema 1 – A imagem-movimento (1983), o cinema operaria segundo um sistema de prolongamentos sensório-motores, enquanto em Cinema...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pinto, Eduardo Brandão
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Repositório:Artefilosofia
Idioma:português
OAI Identifier:oai:pp.www.periodicos.ufop.br:article/5553
Acesso em linha:https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/5553
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:cinema and philosophy
Bergson
Deleuze
movement-image
cinema e filosofia
imagem-movimento
Descrição
Resumo:A noção de ruptura do esquema sensório-motor, delineada por Henri Bergson em Matéria e Memória (1896), organiza os dois volumes de Gilles Deleuze dedicados ao cinema: em Cinema 1 – A imagem-movimento (1983), o cinema operaria segundo um sistema de prolongamentos sensório-motores, enquanto em Cinema 2 – A imagem-tempo (1985) o cinema encenaria sua ruptura, com o surgimento das situações óticas e sonoras puras. Este artigo debruça-se sobre o primeiro volume, a fim de apontar como Deleuze reconhece inúmeros pontos de torção já no interior da imagem-movimento, que desarticulavam o funcionamento sensório-motor, abrindo o pensamento do cinema para além da forma das recognições. Para isso, precisaremos descrever certas dessemelhanças entre as metafísicas que orientam os pensamentos de Bergson e Deleuze – um pensamento do corpo e um pensamento da imagem.