[pt] O ENIGMA DA MPB E A TRAMA DAS VOZES: IDENTIDADE E INTERTEXTUALIDADE NO DISCURSO MUSICAL DOS ANOS 60
[pt] A MPB é uma prática musical popular surgida no início dos anos 60 que ainda está longe de ter sua polissemia esgotada pelos estudos de cultura. A abordagem adotada busca estudá-la como fato integral: como texto - sons musicais, em complexa relação com suas letras, performances, discursos extram...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:MAXWELL.puc-rio.br:10071 |
| Acceso en línea: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=10071&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=10071&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.10071 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | [pt] DIALOGISMO [pt] TEORIA DA LITERATURA [pt] ETNOMUSICOLOGIA [pt] TROPICALIA [pt] INTRATEXTUALIDADE [en] DIALOGISM [en] THEORY OF LITERATURE [en] ETHNOMUSICOLOGY [en] TROPICALIA [en] INTRATEXTUALITY |
| Sumario: | [pt] A MPB é uma prática musical popular surgida no início dos anos 60 que ainda está longe de ter sua polissemia esgotada pelos estudos de cultura. A abordagem adotada busca estudá-la como fato integral: como texto - sons musicais, em complexa relação com suas letras, performances, discursos extramusicais e o contexto mais amplo. Nesta tese argumenta-se que tais sons, organizados em gêneros musicais, são discursos - processos de produção social de sentidos -, e, como tal, não apenas são mediados pelos discursos verbais, mas também os medeiam. Através da construção de um modelo teórico a partir do conceito de intertextualidade de Julia Kristeva busca-se ressaltar a especificidade de cada texto em seu impacto sobre o corpo físico e social, recuperando-se a complexidade da MPB. Um gênero musical é visto como um código que conecta detalhes musicais ao contexto sócio-histórico mais amplo, construindo identidades que também podem ser desconstruídas pela contínua migração entre diferentes posições produzidas pela pluralidade de discursos musicais que atravessam a MPB. Estudando-se o gênero musical como produção do coletivo anônimo enfatiza-se a alteridade radical presente na MPB dos anos 60, que é entendida como se expandindo para além de uma classe média universitária metropolitana para abranger o contínuo social em todo o Brasil. Movimentos e líderes são situados como discursos de grupos sociais amplos que os utilizam para se fazer representar no espaço contraditório da música de massas. Outras versões e narrativas marginais são apresentadas para a bossa nova, a Jovem Guarda, a Tropicália e suas relações com a MPB, objetivando a desconstrução de dicotomias e hierarquias. A ideologia nacionalista e esquerdista (o nacional-popular) é compreendido como apenas um entre os muitos discursos conflitantes no espaço heterogêneo demarcado pela MPB, que também discutiu em seus textos a situação do negro, da mulher e de centros, setores e tradições culturais dominantes. As conclusões obtidas levam a entender a MPB como campo de forças multiforme e contraditório, empregando, pela primeira vez na história da música popular brasileira, uma caleidoscópica pluralidade de gêneros musicais (discursos). Priorizando o conflito, o debate e a contradição, a MPB desestruturou construções identitárias reificadas e possibilitou múltiplas subjetivações e posicionamentos, produzindo no interior da sociedade brasileira um avanço político e cultural influente e duradouro. |
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