Isolamento do synagrantol A do látex de Euphorbia umbellata e avaliação de suas capacidades citotóxica, antioxidante e próoxidante
Euphorbia umbellata (Pax) Bruyns (sin. Synadenium grantii Hook f., Euphorbiaceae), conhecida como janaúba ou leitosinha, é uma espécie utilizada medicinalmente pela população para tratar alergias, distúrbios gástricos, artrite e câncer. Seu látex é constituído majoritariamente de tri- e diterpenos....
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositório: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/69147 |
| Acesso em linha: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/69147 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Synagrantol A Euphorbia Umbellata Citotoxicidade Pró-oxidantes Euphorbia umbellata |
| Resumo: | Euphorbia umbellata (Pax) Bruyns (sin. Synadenium grantii Hook f., Euphorbiaceae), conhecida como janaúba ou leitosinha, é uma espécie utilizada medicinalmente pela população para tratar alergias, distúrbios gástricos, artrite e câncer. Seu látex é constituído majoritariamente de tri- e diterpenos. Os primeiros são caracterizados por estruturas tetracíclicas e acíclicas de terpenoides, enquanto os últimos são representados na totalidade por ésteres de forbol. O objetivo do presente estudo foi caracterizar o perfil terpênico dos látices de duas origens distintas (Barretos-SP = BA e Nova Friburgo-RJ = NF), seguido da separação de diterpenos e triterpenos, com isolamento e purificação do éster de forbol mais abundante, utilizando técnicas cromatográficas combinadas, e duas rotas distintas. A primeira rota de isolamento partiu do látex in natura acidificado de NF com 1% de H2SO4, cromatografado em coluna aberta de gel de sílica. A fração contendo o diterpeno-alvo foi submetida à CCD preparativa para sua purificação e identificação por RMN 2D e EM-AR como sendo o synagrantol A, um éster de forbol contendo a carbonila em C-3 na forma enólica acetilada, já descrito na literatura (rendimento 0,53% m/m com relação ao látex in natura). Os perfis cromatográficos em CLAE-DAD e CG-EM apontam o synagrantol como largamente predominante entre os diterpenos no látex NF. Por outro lado, este também apresenta baixas quantidades relativas dos principais triterpenos tetracíclicos, que são marcantes no látex BA. Com vistas ao futuro escalonamento do processo, uma segunda rota de separação do synagrantol A foi ensaiada. Esta partiu do látex liofilizado de BA, seguido da separação das duas classes de terpenos por CLMP em fase reversa A fração diterpênica foi submetida à CCDP em gel de sílica e a mistura binária resultante foi reaplicada em CCDP em fase C-18 para produzir 0,21% m/m de synagrantol A, com referência ao látex liofilizado de BA. Este segundo processo de separação do synagrantol A, envolvendo a separação prévia das classes de terpenóides, mostrou-se vantajoso devido à sua boa repetibilidade, além de permitir a reciclagem por lavagem da coluna de fase reversa com solvente apropriado. A pureza obtida para o synagrantol A, assim como sua estabilidade (observada empiricamente), o credita como candidato a marcador químico para a qualidade do látex. O diterpeno isolado foi testado, em paralelo com amostras do látex e das frações di- e triterpênica, quanto ao potencial antioxidante (DPPH, ABTS), pró-oxidante (FOX, ácido linoleico/β-caroteno) e citotóxico sobre linhagens de melanoma humano (SK-MEL-28) e macrófagos murinos (J774.A1). Os resultados demonstraram que os látices das duas origens possuem o mesmo perfil qualitativo. O synagrantol A apresentou uma citotoxicidade moderada para linhagem de melanoma, sendo melhor que o forbol-12-miristato-13-acetato (PMA) utilizado como substância-referência, demonstrando seu potencial para prosseguir com ensaios in vivo. O látex bruto e as frações di- e triterpênicas apenas produziram 42-59% de viabilidade celular, na concentração mais alta testada (100 μg/mL). Nenhum extrato, fração ou o synagrantol A demonstraram capacidade de captar radicais livres nos métodos DPPH e ABTS, ou ainda atividade pró-oxidante no ensaio do β-caroteno/ácido linoleico. Já os látices brutos, com destaque para NF, induziram a formação de hidroperóxidos no método FOX, com destaque para as frações contendo diterpenos a 10 mg/mL. Diante disso, os resultados obtidos neste trabalho contribuiram para ampliar o conhecimento científico sobre o látex de E. umbellata e seus constituintes, como o diterpeno Synagrantol A. |
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