Arroz no Marajó: a impunidade do agronegócio

Neste artigo o autor procura resumir cinco anos de trabalho como diretor do Instituto Peabiru, organização da sociedade civil que dirige, no monitoramento da implantação da monocultura do arroz irrigado na Mesorregião do Marajó. Busca elencar os impactos mais mencionados nas audiências públicas, sej...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Meirelles Filho, João Carlos de Souza
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Repositorio:Inclusão Social (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revista.ibict.br:article/1869
Acesso em linha:https://revista.ibict.br/inclusao/article/view/1869
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Amazônia
Grilagem
Marajó
Povos e comunidades tradicionais
Quilombolas
Descrição
Resumo:Neste artigo o autor procura resumir cinco anos de trabalho como diretor do Instituto Peabiru, organização da sociedade civil que dirige, no monitoramento da implantação da monocultura do arroz irrigado na Mesorregião do Marajó. Busca elencar os impactos mais mencionados nas audiências públicas, sejam ambientais, sociais ou econômicos, com especial atenção para o principal grupo atingido pela atividade arrozeira – a comunidade Quilombola e seus territórios. Mostra, como seu processo de licenciamento foi falho e, como a especulação imobiliária gera insegurança fundiária a comunidades tradicionais. A metodologia adotada foi o registro de reuniões, audiências públicas, eventos diversos, entrevistas em visitas a comunidades atingidas e acompanhamento da temática na imprensa e na academia. Para o autor, a chegada dos arrozeiros nos campos do Marajó se constitui na maior tragédia socioambiental desde a invasão dos europeus nas Américas.