Por uma vanguarda revolucionária: estratégias do PCB junto aos trabalhadores urbanos em Minas Gerais (1945-1964)

A tese analisa as estratégias utilizadas pelo Partido Comunista Brasileiro/PCB no estado de Minas Gerais para estabelecer suas ações junto às classes trabalhadoras urbanas, entre os anos de 1945 a 1964. A escolha do recorte temporal se deve a dois fatores. O primeiro, em razão de este ter sido o mom...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Figueiredo, Camila Gonçalves Silva
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/6126
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6126
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Partido comunista brasileiro
Trabalhadores
Estratégias
Brazilian communist party
Workers
Strategies
Descrição
Resumo:A tese analisa as estratégias utilizadas pelo Partido Comunista Brasileiro/PCB no estado de Minas Gerais para estabelecer suas ações junto às classes trabalhadoras urbanas, entre os anos de 1945 a 1964. A escolha do recorte temporal se deve a dois fatores. O primeiro, em razão de este ter sido o momento em que o PCB realizou o processo de reestruturação e expansão das atividades em todo o estado e, por conseguinte, ampliou sua influência entre diversas categorias profissionais. Segundo, devido à identificação de fontes qualitativas e quantitativas que puderam subsidiar as análises desenvolvidas. A opção pelo estado de Minas Gerais contribui para aprofundar em temáticas relacionadas aos movimentos dos trabalhadores e sobre a trajetória do PCB para além do eixo comumente apreciado pelos estudos historiográficos. Em maior medida, pesquisadores têm se voltado para análises de âmbito nacional ou se concentram no exame das experiências da agremiação em cidades do interior, em localidades situadas na região sul e sudeste do país, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. A principal hipótese desta pesquisa está na concepção de que, apesar da clandestinidade e da repressão, os comunistas não deixaram de exercer suas ações na política e entre os movimentos dos trabalhadores. Para isso, constituíram estratégias, confirmadas a partir do estudo do caso mineiro. Dessa forma, inicialmente, realiza-se uma discussão teórica a respeito do objeto de estudo e discorre-se sobre as pioneiras experiências da agremiação em Minas Gerais. Posteriormente, analisa-se a trajetória de consolidação das ações pecebistas na capital e no interior. Realiza-se o trabalho de mapeamento das cidades que tiveram núcleos, células e sedes do PCB a fim de assinalar o raio de atuação do partido no estado. Salienta-se a identificação das regiões onde o PCB destinou maior atenção aos trabalhadores urbanos, como as localidades situadas no centro, sul e zona da mata. Disserta-se sobre as concepções teóricas, políticas e ideológicas que influenciaram os rumos e as estratégias adotadas pelos comunistas no chão das empresas. Observa-se, por meio do estudo de casos, as táticas empreendidas para estabelecer o intercâmbio de ações junto aos trabalhadores. Compreende-se não somente os êxitos e as contribuições dos pecebistas para os movimentos dos trabalhadores, mas também os fracassos e as dificuldades para o estabelecimento da articulação entre os sujeitos que não detinham concepções ideológicas de esquerda. Por fim, analisa-se em especial – por meio do uso de fontes orais – a trajetória de indivíduos cujas experiências pessoais e profissionais estão diametralmente ligadas a história do PCB. Por meio dessas trajetórias observamos as táticas adotadas pelo partido a fim de se manterem atuantes na dinâmica política do país, a despeito da clandestinidade. Esta pesquisa subsidia a difusão dos estudos sobre os trabalhadores e sobre a trajetória de resistência do PCB. Partido, cujo histórico de clandestinidade se confunde com o percurso de superação aos condicionantes desfavoráveis. A tese se vale de documentos partidários, materiais elaborados pelos agentes de organizações voltadas a repressão, além de jornais e entrevistas.