Influências ambientais na estrutura da assembleia de peixes de praias arenosas da Baía da Ilha Grande - RJ
Os ecossistemas costeiros encontram-se ameaçados por múltiplos distúrbios, demandando ampliação no conhecimento dos fatores naturais e antrópicos que influenciam a composição e estrutura das assembleias de peixes. O objetivo deste estudo foi investigar a variação da assembleia de peixes de praias ar...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/18206 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/18206 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ciências Ambientais Ecologia de paisagem Estrutura do habitat Ictiofauna Landscape ecology Habitat structure Ichthyofauna |
| Sumario: | Os ecossistemas costeiros encontram-se ameaçados por múltiplos distúrbios, demandando ampliação no conhecimento dos fatores naturais e antrópicos que influenciam a composição e estrutura das assembleias de peixes. O objetivo deste estudo foi investigar a variação da assembleia de peixes de praias arenosas da Baía da Ilha Grande (BIG) em relação aos habitats de entorno, variáveis físico-químicas da água e estrutura física dos ambientes. Amostragens bimensais durante dois anos (2017-2019) foram conduzidas em três regiões da BIG, a baía da Ribeira (BR), baía Central (BC) e baía de Paraty (BP), com rede de arrasto de praia do tipo picaré. A porcentagem de cobertura do mosaico do habitat (MDH) (manguezal, área antropizada, área urbana, afloramento rochoso, cordão arenoso, vegetação, pastagem e restinga) foi registrada dentro de um raio de 2,2km de cada praia amostrada. A BR foi a região com maior cobertura de área urbana (11,81%), seguida da BP (8,9%) e BC (0,13%). Das três regiões, a BR apresentou praias de menores profundidades, maiores temperaturas e transparência da água, além de áreas de manguezais concentradas em algumas praias. A BC registrou maiores coberturas de afloramento rochoso e cordão arenoso, praias com maiores profundidades e transparência da água. A BP se caracterizou pela presença de estuários próximos as praias, manguezais presentes em todos os pontos de coleta, maiores taxas de turbidez, clorofila e menores níveis de oxigênio dissolvido. O total de 60.232 indivíduos foi registrado (30.052 BP, 5.418 BC e 24.762 BR), pertencentes a 94 espécies (77 BP, 55 BC e 57 BR). Anchoa spp., Atherinella brasiliensis e Anchoa januaria foram as espécies mais abundantes (87,95% da abundância total), especialmente devido à presença estágios pós-larvais. Além destas, Cathorops spixii (1,9%), Mugil liza (5,1%) e Eucinostomus argenteus (1,5%) foram abundantes na BP, BC e BR, respectivamente. A estrutura da assembleia de peixes variou de uma assembleia mais diversa associada as praias mais rasas e com maior turbidez na BP, para assembleias menos diversas associadas as praias com maior profundidade na BC e maior transparência e matriz antropizada na BR. A variação na abundância das famílias selecionadas e grupos de uso do estuário foram, em parte, associadas a história de vida das espécies, denotando a proximidade com estuários (e.g. Atherinopsidae), formações de manguezais e turbidez (e.g. Ariidae) e distância para o mar aberto (e.g. Mugilidae). A tolerância a ambientes mais antropizados (e.g. Atherinopsidae) ou com elevado IEH (e.g. Carangidae) também influenciaram a abundância, enquanto a menor profundidade foi importante para diversos grupos (e.g. Carangidae, Engraulidae, Mugilidae, Migrantes Marinhos, Frequentes Marinhos). Este estudo revela a importância da inclusão do MDH para entendimento espacial e temporal das assembleias de peixes de praias arenosas tendo em vista a crescente antropização. Se não tomadas as devidas providências de proteção e conservação dos mosaicos costeiros, a assembleia de peixes jovens BIG tende a se tornar cada vez mais homogênea e pautadas por poucas espécies generalistas/tolerantes. Investigar os efeitos do MDH sobre a biota e monitorar seus usos é fundamental para a elaboração de medidas de gestão mais eficientes. |
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