Os reveses da maternidade na contemporaneidade: interface da psicanálise, da sociologia e da medicina sobre a vida reprodutiva das mulheres
Este trabalho propõe um ultrapassamento das questões orgânicas que encerram a vida reprodutiva das mulheres. Para cumprir este intento acadêmico revisita as influências socioculturais, as produções do discurso médico e a lógica intrapsíquica que acompanha cada mulher e sua gestação. A imersão na cen...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Católica de Salvador (UCSAL) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCSAL |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ri.ucsal.br:123456730/220 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/123456730/220 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sociais e Humanidades Multidisciplinar Mulheres Psicanálise Maternidade Medicina Subjetividade Contemporaneidade Women Psychoanalysis Motherhood Medicine Subjectivity Contemporaneity |
| Sumario: | Este trabalho propõe um ultrapassamento das questões orgânicas que encerram a vida reprodutiva das mulheres. Para cumprir este intento acadêmico revisita as influências socioculturais, as produções do discurso médico e a lógica intrapsíquica que acompanha cada mulher e sua gestação. A imersão na cena cotidiana do hospital e, sobretudo, o discurso de mulheres cuja gestação foi marcada por entraves clínicos, dificuldades sociais e conflitos latentes, se apresentam como a mola mestra que engendra esta revisão de literatura. No corpo deste trabalho discute-se a maternidade sob o viés da cultura, a evolução do papel social da mulher, sua multiplicidade e polivalência. Apresenta-se como a hipermodernidade atua produzindo mudanças neste cenário e como afeta os conceitos de família, filiação e conjugalidade, dado liquidez dos vínculos e afrouxamento das relações nos tempos atuais. No terreno da medicina, o enquadre visa mapear os cuidados biomédicos oferecidos à mulher, na linha do tempo, seus indicadores de qualidade da assistência, morbidade e mortalidade. Por outro lado, discute-se de que modo a medicina, enquanto discurso hegemônico produz ressonâncias no processo decisório da maternidade. Os avanços biotecnológicos na trajetória reprodutiva das mulheres reposicionaram os protagonistas envolvidos na fecundação. Em contraponto, o discurso psicanalítico destaca o mal-estar da procriação na contemporaneidade e a maternidade como evento singular a cada mulher. Para estabelecer a base desta proposição, fez-se uma depuração sobre “o que é uma mulher?”. A psicanálise, sob a batuta do seu fundador e dos seus sucessores, é a linha teórica adotada para a discussão dos fatores subjetivos e intrapsíquicos envolvidos neste fenômeno. Nas considerações finais destaca-se a maternidade como evento multifacetado, seus pontos de tensão, idiossincrasias e novos aportes contemporâneos. Marca-se, sobretudo, a arquitetura inconsciente que modula a fecundidade humana e o agenciamento significante que assegura a produção do inédito, a inscrição do singular. |
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