Identidade sintática em elipse de VP selecionado por auxiliares aspectuais

Elipse é um fenômeno muito comum nas línguas naturais e corresponde ao processo por meio do qual a relação entre forma e significado é quebrada, isto é, ocorre interpretação mesmo na ausência de elementos explícitos. Quando o constituinte afetado na construção elíptica é o vP, isto é, a fase interna...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Matos, Francisco Iokleyton de Araujo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de Brasília (UnB)
Repositorio:Caderno de Squibs
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/26703
Acceso en línea:https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/26703
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:elipse de VP
identidade sintática
preposição
gerúndio
VP ellipsis
syntactic identity
preposition
gerund
Descripción
Sumario:Elipse é um fenômeno muito comum nas línguas naturais e corresponde ao processo por meio do qual a relação entre forma e significado é quebrada, isto é, ocorre interpretação mesmo na ausência de elementos explícitos. Quando o constituinte afetado na construção elíptica é o vP, isto é, a fase interna da estrutura da sentença, ocorre o que a literatura vem denominando como elipse de VP (ou simplesmente VPE). Neste squib, problematizamos um caso de VPE no português brasileiro, em que a elisão é licenciada por verbos auxiliares aspectuais. A nossa hipótese é a de que identidade sintática pode ser devidamente computada para fins de licenciamento da elipse se, em algum ponto da derivação sintática, a marca de gerúndio e a preposição requerida por um auxiliar aspectual são sintaticamente equivalentes. Abordamos esse caso de elipse à luz do entendimento de que paralelismo sintático é uma condição que regula o licenciamento de elipses de vP, e esboçamos uma solução derivacional para uma aparente incompatibilidade sintática entre antecedente e elipse.