Do homoerotismo à deriva sexual: estratégias e políticas homossexuais de derrisão da heterossexualidade compulsória em duas narrativas brasileiras
Esta dissertação de mestrado busca, a partir de dois romances brasileiros, O Bom-Crioulo (1895), do escritor cearense Adolfo Caminha, e Stella Manhattan (1985), do ensaísta-romancista Silviano Santiago, discutir de que maneiras essas narrativas se mobilizam no sentido de desestabilizar a ordem hegem...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande (FURG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FURG (RI FURG) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.furg.br:1/4836 |
| Acesso em linha: | http://repositorio.furg.br/handle/1/4836 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Heterossexualidade compulsória Heteronormatividade Narrativa homoerética Historiografia "fora do armário" Heterosexualidad Heteronormatividad Historiografia "fuera del armário" |
| Resumo: | Esta dissertação de mestrado busca, a partir de dois romances brasileiros, O Bom-Crioulo (1895), do escritor cearense Adolfo Caminha, e Stella Manhattan (1985), do ensaísta-romancista Silviano Santiago, discutir de que maneiras essas narrativas se mobilizam no sentido de desestabilizar a ordem hegemônica heterossexual na cultura brasileira. O trabalho lança mão de certo aparato teórico feminista, dos estudos gays e lésbicos e da epistemologia queer para refletir sobre como a homossexualidade e o homossexual, nos romances sob leitura, promoveriam o que este trabalho denomina “derrisão da heterossexualidade compulsória”. Além disso, dialoga com textos ensaísticos de Silviano Santiago e Denílson Lopes a fim de questionar a proposta daquele autor de um “homossexual malandro”, sugerindo a falência dessa proposição por conta da visibilização da diferença gendérica, tendo em vista a nítida performance feminina de Stella Manhattan, protagonista do romance homônimo. Por fim, propõe a escrita de histórias da literatura “fora do armário”, as quais negariam a reclusão e/ou exclusão daqueles sujeitos que transitam para além de uma legibilidade etno e heterocentrada. |
|---|