Logística reversa : um estudo de caso sobre o destino das embalagens de agrotóxicos no município de Anta Gorda/RS

As embalagens de agrotóxicos utilizadas no campo são consideradas de alta periculosidade e apresentam risco de contaminação humana, animais e ambiental quando descartadas sem o devido cuidado. Este trabalho apresenta uma análise, sob um olhar da sustentabilidade, do processo de recolhimento e destin...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Duarte, Felipe Nunes
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/251669
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/251669
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sustentabilidade
Agrotóxico
Logística reversa
Embalagem
Contaminação
Resíduo sólido
Eliminação de resíduo
Reverse logistic
Raw materials packaging
Circular economy
Sustainability and pesticides
Descripción
Sumario:As embalagens de agrotóxicos utilizadas no campo são consideradas de alta periculosidade e apresentam risco de contaminação humana, animais e ambiental quando descartadas sem o devido cuidado. Este trabalho apresenta uma análise, sob um olhar da sustentabilidade, do processo de recolhimento e destinação final dessas embalagens, criado a partir da lei 12305/2010. O Brasil caminha na direção mundial de responsabilização do fabricante pelo seu produto pós-consumido, podendo com isso promover a internalização dos custos gerados ao meio ambiente no desenvolvimento de produtos e das embalagens, sendo a Alemanha considerada a pioneira no movimento sustentável (LEITE, 2003). No ano de 2002 o Instituto Nacional de processamento de Embalagens Vazias (Inpev) iniciou suas atividades atuando em diversos municípios brasileiros no recolhimento de embalagens de insumos vazias. O instituto incentiva o descarte correto dessas embalagens, estimulando a responsabilidade entre os elos da cadeia, além disso, opera com a logística reversa, que planeja, conduz e controla o fluxo de informações desde a coleta das embalagens em seus pontos de recebimentos até o processo de incineração ou reaproveitamento desses produtos pós-consumo. A Logística Reversa mostrou- se uma oportunidade de desenvolvimento da sistematização dos fluxos de resíduos sólidos, dentro e fora da cadeia produtiva, contribuindo para a redução do uso dos recursos naturais e impactos ambientais, promovendo o desenvolvimento sustentável e a economia circular. Diante disso, o estudo teve como objetivo geral avaliar o fluxo da logística reversa das embalagens de agrotóxicos no Distrito de Itapuca, município de Anta Gorda no estado do Rio Grande do Sul e para atingir esse objetivo foi descrito a política nacional de destinação final de embalagens de agrotóxico no Brasil relacionando-a com legislações sobre resíduos sólidos de outros países, o perfil sociodemográfico dos agentes envolvidos no manuseio das embalagens vazias de agrotóxicos da região e a caracterização das relações entre os agentes e a realização da logística reversa das embalagens vazias de agrotóxicos no comércio local. Para contribuir com a compreensão do assunto pesquisado foi elaborado uma cartilha de boas práticas sobre a logística, como os objetivos específicos. Além disso foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica referente ao tema abordado, produzindo uma fundamentação teórica sobre definição e aplicações da logística reversa. Quanto ao método, foi utilizado um estudo de caso acerca da logística reversa. A pesquisa foi classificada de caráter exploratória. Para tanto, utilizou-se uma entrevista com os produtores rurais no Distrito de Itapuca e aplicada também aos fornecedores de produtos agroquímicos, usando como instrumento de pesquisa um questionário semiestruturado. Consequentemente, o estudo teve natureza mista, ou seja, trata-se de um estudo com abordagem qualitativa e quantitativa. As fundamentais conclusões do estudo apresentaram que poucos agricultores devolvem suas embalagens de agrotóxicos após seu consumo e que a grande parte desses produtores ainda desconhece o fluxo e manejo correto de descarte dos recipientes, o que se evidencia como causa preocupante para a saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente.