Caracterização histológica da glândula de Duvernoy da serpente Philodryas nattereri Steindachner, 1870 / Histological characterization of Duvernoy’s gland of the snake Philodryas nattereri Steindachner, 1870

Philodryas nattereri é uma serpente conhecida popularmente como corre-campo ou tabuleiro, sendo encontrada em regiões de caatinga e no semiárido brasileiro. Essas serpentes possuem uma glândula de Duvernoy bem desenvolvida, conectada a um dente sulcado, especializado para a inoculação de toxinas. O...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Santiago, Fred Ribeiro, Júnior, Francisco Antônio Félix Xavier, Carvalho, Isadora Oliveira de, Braga, Roberta da Rocha, Morais, Glayciane Bezerra de, Souza, Juliana Menezes de, Nojosa, Diva Maria Borges, Evangelista, Janaina Serra Azul Monteiro
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositório:Revista Veras
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/14654
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/14654
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Glândula de Duvernoy
Philodryas nattereri
histologia.
Descrição
Resumo:Philodryas nattereri é uma serpente conhecida popularmente como corre-campo ou tabuleiro, sendo encontrada em regiões de caatinga e no semiárido brasileiro. Essas serpentes possuem uma glândula de Duvernoy bem desenvolvida, conectada a um dente sulcado, especializado para a inoculação de toxinas. O trabalho teve como objetivo realizar a caracterização histológica da glândula de Duvernoy da serpente P. nattereri. Para o estudo foram utilizados quatro pares de glândulas de animais oriundos de projetos de pesquisa em história natural e distribuição da herpetofauna, tombadas e depositadas na Coleção Herpetológica do NUROF. Após a dissecção, as glândulas passaram pelo processamento histológico, onde foram fixadas em formol tamponado a 10%, desidratadas em concentrações crescentes de álcool e posteriormente diafanizadas em xilol. Após a inclusão em parafina, realizou-se a microtomia dos blocos, com cortes de 5 µm para a confecção das lâminas. Utilizou-se para a coloração hematoxilina-eosina e azul de toluidina. Para o estudo histoquímico, utilizou-se ácido periódico de Schiff (PAS) e PAS + Amilase salivar. Macroscopicamente, a glândula de Duvernoy possuía forma ovulada, lobulada e alongada, apresentando coloração esbranquiçada. A média do comprimento foi de 6 mm para a glândula esquerda e 7 mm para a direita. Com relação a medição da altura, as glândulas esquerda e direita tiveram uma média de 3 mm cada.  As fotomicrografias revelaram que a glândula de Duvernoy é revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, dividida em lóbulos por septos de tecido conjuntivo. Cada lóbulo contém túbulos secretores formados por células serosas, o que indica produção de proteínas como enzimas. Foi observado glândulas com células mucosas no ducto excretor, o que pode estar relacionado à produção de glicoproteínas. Concluímos que a glândula de Duvernoy da serpente P.nattereri enquadra-se na segunda categoria histológica segundo Taub (1967), que consiste em uma glândula predominantemente serosa, com células mucosas intercaladas.