O território, visto por outros olhos

Em relatos míticos e na praxe dos Yaminawa do Acre — desde há muito tempo caraterizados como “problema” pela sua difícil inserção no sistema territorial indígena que os converte em indesejados moradores da cidade —, procuram-se os traços de uma noção de “território” diferente daquela que a...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sáez, Oscar Calavia
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista de antropologia (São Paulo. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/102108
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/ra/article/view/102108
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Yaminawa
Territory
Fractal
Perspectivism
Topology
Amazon
Anthropology
território
fractalidade
perspectivismo
topologia
Amazônia.
Antropologia
Descrição
Resumo:Em relatos míticos e na praxe dos Yaminawa do Acre — desde há muito tempo caraterizados como “problema” pela sua difícil inserção no sistema territorial indígena que os converte em indesejados moradores da cidade —, procuram-se os traços de uma noção de “território” diferente daquela que aparece no discurso do movimento indígena, e a rigor incompatível com a norma de delimitação e apropriação da terra presente na nossa ordem jurídica. Essa noção é definida como perspectiva e fractal, topológica mais que espacial ou ecológica; nela, são as relações as que criam um “território” em lugar de desenvolver-se nele, e os constantes deslocamentos assinalam não um “nomadismo” — com a prevalência de limites sociais atravessando limites espaciais —, mas o uso das distâncias para a rápida recombinação dos arranjos sociais