Do Aiyè ao Orún: a interpretação de Altair Bento de Oliveira sobre a morte e a vida através do ritual do Àṣèṣé nos terreiros de candomblé de nação Ketu

O presente trabalho tem como objetivo analisar a concepção de morte no candomblé de nação Ketu, dentro do ritual fúnebre denominado Àṣèṣé, através da contextualização literária de Altair Bento de Oliveira, conhecido entre os adeptos e pelos familiares da religião como Bàbá Altair T’Ògún, falecido em...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Damasceno, Willians Antônio Alves Teixeira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18226
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18226
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Antropologia
Ritos de passagem
Candomblé
Bàbá altair t’ògún
Àṣèṣé
Anthropology
Rites of passage
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem como objetivo analisar a concepção de morte no candomblé de nação Ketu, dentro do ritual fúnebre denominado Àṣèṣé, através da contextualização literária de Altair Bento de Oliveira, conhecido entre os adeptos e pelos familiares da religião como Bàbá Altair T’Ògún, falecido em 2012. Nesta análise, a pesquisa busca elucidar uma antropologia cultural, de modo que o uso etnográfico sobre o luto descreva com detalhes as percepções de similaridade entre a cosmologia religiosa dos yorubas e os estudos autodidatas de Bàbá Altair T’Ògún sobre os rituais fúnebre, apresentados em seu último livro, publicado de forma independente como meio de diálogo para a execução da prática. A morte, tanto na África como no Brasil, é um importante Òrìṣà dentro do panteão de Deuses Yorubas, denominada Ikú, cujo propósito se dá pela sua contribuição na equidade cíclica da vida. Neste sentido, através da literatura de antropólogos que retratam o processo fúnebre, as entrevistas conduzidas com os remanescentes de seu Àṣẹ (Evanir Silva, Osmar Silva e Esterlane Braga), assim como a minha experiência como adepto e neto dentro do culto aos Òrìṣà, foi possível perceber a maneira que o sacerdote observava a morte, que dentro do candomblé se torna a persona ideal para preparar o renascimento do indivíduo entre os mais velhos, posto que nosso falecido tomou o caminho para encontrar com os nossos ancestrais na comunidade dos mortos.