A experiência antropofágica no Modernismo caricatural (1903-1929)

Ao passar por amplo processo de modernização, a produção caricatural brasileira vivencia, no início do século XX, um período de profundas transformações técnicas, estéticas e estruturais, quando deixa de ser artesanal e passa a ser empresarial. Nos últimos trinta anos, a historiografia que trata da...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pessoa, Flavio Mota de Lacerda
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Revista de História (São Paulo)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/196180
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/196180
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Modernismo caricatural
Antropofagia
Identidade nacional
Música popular
Carnaval
Modernist Caricature
Anthropophagy
National identity
Popular music
Carnival
Descrição
Resumo:Ao passar por amplo processo de modernização, a produção caricatural brasileira vivencia, no início do século XX, um período de profundas transformações técnicas, estéticas e estruturais, quando deixa de ser artesanal e passa a ser empresarial. Nos últimos trinta anos, a historiografia que trata da caricatura reformulou o conceito de modernismo, ao jogar luz sobre expressões artísticas que forjam uma cultura popular modernista e urbana. O objetivo é discutir a diversidade de expressões modernistas da ilustração satírica brasileira, a partir da análise de uma seleção de desenhos de humor, publicados em revistas populares como Para Todos (1918-1958), Fon-Fon3 (1907-1958), O Malho (1902-1952) e Careta (1908-1960). Procura-se aqui analisar o material selecionado, observando aspectos temáticos e estéticos, buscando compreender de que modo anteciparam alguns dos valores que iriam vigorar a partir do movimento que surgia na Semana de Arte Moderna de 1922.