Eficiência dos bioindicadores para avaliação na qualidade das águas superficiais da Lagoa Maior urbana de Três Lagoas/MS

As informações adquiridas através dos bioindicadores podem ser empregadas na identificação de poluentes de origem local, regional e global, e na avaliação dos efeitos causados. A ação antrópica e da própria natureza trazem prejuízos à qualidade da água consumida pelos seres vivos e em especial pelo...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Blini, Rony Carlos Barcelos
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufms.br:123456789/2166
Acesso em linha:https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2166
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Alga
Coliformes Fecais
Indicadores Biológicos
Lagoas - Três Lagoas (MS)
Água
Water
Indicators (Biology)
Lagoons - Três Lagoas (MS)
Descrição
Resumo:As informações adquiridas através dos bioindicadores podem ser empregadas na identificação de poluentes de origem local, regional e global, e na avaliação dos efeitos causados. A ação antrópica e da própria natureza trazem prejuízos à qualidade da água consumida pelos seres vivos e em especial pelo ser humano, assim fica reduzida a quantidade de água doce de boa qualidade distribuída pelo mundo. Neste contexto o cartão postal de Três Lagoas, a Lagoa Maior urbana, vem sofrendo alterações com o grande processo de industrialização, novas construções e uso e ocupação do solo, que pode estar associado à eutrofização. O objetivo deste trabalho foi o de avaliar a eficiência dos bioindicadores na qualidade físico química das águas superficiais da Lagoa Maior urbana no município de Três Lagoas, MS. Foram coletadas amostras em cinco pontos distintos para os parâmetros microbiológicos físicos e químicos, e oito para fitoplâncton, totalizando 13 amostras ao mês de março de 2013 a fevereiro de 2014, totalizando 156 amostras. Quanto às macrófitas, a metodologia utilizada para coleta foi a do caminhamento ao redor da lagoa e observação das ilhas existentes, foram encontradas 50 espécies distribuídas em 33 famílias em torno e dentro da Lagoa. Os parâmetros biológicos usados foram coliformes totais e fecais, e os químicos foram nitrogênio, fósforo, potássio; os físicos, pH, turbidez, temperatura da água, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, e sólidos totais dissolvidos. Os resultados para os microbiológicos deram positivos em todos pontos para coliformes fecais, do grupo da bactéria Escherichia coli. Para o fitoplâncton as algas, a principal preocupação foi a ocorrência de grande quantidade de cianobactérias, capazes de produzir e liberar para o meio líquido toxinas, que podem afetar a saúde humana. A contaminação pode ocorrer pela ingestão acidental da água, como por contato em atividades de recreação, ou ainda pelo consumo de pescado contaminado. Com os resultados, pôde-se concluir que a água da Lagoa esta imprópria para balneabilidade e recreação, enquadrando-se na classe quatro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), em que o limite de coliformes fecais é de 1.000 NMP/100mL. Com relação às macrótitas são muitas vezes alvo de retiradas para “melhorar” o visual da lagoa, e isto não deveria ser feito, pois elas fazem a fixação do nitrogênio e limpeza natural. É necessário um plano de manejo para recuperar este ambiente, local de visita ao Município de Três Lagoas, MS. É preciso planejar melhor o uso e ocupação da terra, em torno da lagoa, pois ela está inserida ao núcleo urbano, tanto cultural, como paisagística e para o desporto; mas se desviarmos o ciclo natural deste ambiente em troca de nossos interesses tecnológicos e econômicos, pensando no meio natural como mercadoria, um dia os recursos naturais podem esgotar-se.