Fatores associados à fragilidade em idosos: estudo longitudinal

OBJETIVO: Determinar os fatores demográficos e de saúde relacionados com a síndrome da fragilidade em idosos. MÉTODOS: Estudo quantitativo longitudinal, realizado com 262 idosos acima de 65 anos de ambos os sexos, que vivem no domicílio. A coleta das informações no Tempo 1 foi realizada entre outubr...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Fhon, Jack Roberto Silva, Rodrigues, Rosalina Aparecida Partezani, Santos, Jair Lício Ferreira, Diniz, Marina Aleixo, Santos, Emanuella Barros dos, Almeida, Vanessa Costa, Giacomini, Suelen Borelli Lima
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2018
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Revista de Saúde Pública
Language:English
Portuguese
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/148599
Online Access:https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/148599
Access Level:Open access
Keyword:Aged. Frail Elderly. Risk Factors. Socioeconomic Factors. Aging.
Idoso. Idoso Fragilizado. Fatores de Risco. Fatores Socioeconômicos. Envelhecimento.
Description
Summary:OBJETIVO: Determinar os fatores demográficos e de saúde relacionados com a síndrome da fragilidade em idosos. MÉTODOS: Estudo quantitativo longitudinal, realizado com 262 idosos acima de 65 anos de ambos os sexos, que vivem no domicílio. A coleta das informações no Tempo 1 foi realizada entre outubro de 2007 e fevereiro de 2008, e no Tempo 2 entre julho e dezembro de 2013. Para a coleta das informações, foi utilizado o instrumento do perfil sociodemográfico, a Edmonton Frail Scale, o Mini Exame do Estado Mental, o número de quedas nos últimos 12 meses, o número de doenças autorreferidas e medicamentos, a Medida de Independência Funcional e a Escala de Lawton e Brody. A estatística descritiva foi utilizada para a análise de dados, na comparação das médias entre ambos os tempos, o Teste não paramétrico de Wilcoxon e o método de Equações de Estimação Generalizadas, considerado uma extensão dos Modelos Lineares Generalizados com p ≤ 0,05. RESULTADOS: Dos 515 participantes, 262 completaram o seguimento, com predomínio do sexo feminino, idosos mais velhos, sem companheiro(a); houve aumento de idosos frágeis. Na análise Equações de Estimação Generalizadas, o escore da fragilidade teve relação com as variáveis sociodemográficas (aumento da idade, estado civil sem companheiro(a) e baixa escolaridade), e de saúde (maior número de doenças, medicamentos, queda e diminuição da capacidade funcional). Verificou-se associação com as variáveis idade (mais velhos), o estado conjugal (não ter companheiro), e perda da capacidade funcional. CONCLUSÕES: A síndrome da fragilidade esteve associada ao aumento da idade, estar sem companheiro(a) e diminuição da capacidade funcional ao longo do tempo, sendo necessários investimentos para a prevenção dessa síndrome e promoção de um envelhecimento de qualidade.