Mediações sígnicas da beleza da mulher jovem negra quilombola

O presente estudo busca compreender o conceito de beleza das mulheres negras quilombolas, considerando que neste século, novos padrões de beleza foram incorporados e a estética negra foi revisitada por força e pressão de grupos de resistência, hibridização das culturas e abertura ao mercado consumid...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Amorim, Eliã Siméia Martins dos Santos
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-16032021-155744
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-16032021-155744/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:beauty
beauty of the black woman
beleza
beleza da mulher negra
black social movements
consumer mediations
mediações do consumo
movimentos sociais negros
quilombolas
Descrição
Resumo:O presente estudo busca compreender o conceito de beleza das mulheres negras quilombolas, considerando que neste século, novos padrões de beleza foram incorporados e a estética negra foi revisitada por força e pressão de grupos de resistência, hibridização das culturas e abertura ao mercado consumidor. Discute as concepções de beleza em alguns países do continente africano e costumes trazidos no processo de diáspora para o Brasil, assim como as mediações e mediações do consumo em duas comunidades quilombolas do semiárido baiano. A metodologia se pauta nos estudos da Semiótica de Peirce, em específico nas ciências normativas estética, ética e lógica. Também a etnografia e fotoetnografia dão fundamentos para compreensão dos elementos evidenciados na pesquisa em campo. As conclusões nos remetem à compreensão de que as mulheres negras quilombolas estão passando por um processo de transição e formação identitária, para isto os Movimentos Sociais Negros têm sido fundamentais e sobressaem-se aos apelos das mídias que ainda evidenciam os modelos brancos, magros e jovens em detrimento dos modelos negros, estes últimos aparecem minimamente, contribuindo, desta forma, para a perpetuação do racismo e injustiças sociais.