Lourdes Ramalho e a utopia em Anjos de Caramelada.

Este artigo objetiva apresentar os resultados de um estudo pautado em revisão bibliográfica sobre a estratégia estética da utopia empreendida na dramaturgia de Lourdes Ramalho, com ênfase no repertório destinado ao público infanto-juvenil produzido a partir dos anos 2000. Postulações teóricas à luz...

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Detalhes bibliográficos
Autores: ALMEIDA, Leandro de Sousa., ANDRADE, Valéria.
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/37496
Acesso em linha:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/37496
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Lourdes Ramalho
Dramaturgia paraibana
Utopia
Anjos de Caramelada - Lourdes Ramalho
Teatro infanto-juvenil - Lourdes Ramalho
Playwriting from Paraíba
Caramel Angels - Lourdes Ramalho
Children's and Youth Theater - Lourdes Ramalho
Literatura.
Descrição
Resumo:Este artigo objetiva apresentar os resultados de um estudo pautado em revisão bibliográfica sobre a estratégia estética da utopia empreendida na dramaturgia de Lourdes Ramalho, com ênfase no repertório destinado ao público infanto-juvenil produzido a partir dos anos 2000. Postulações teóricas à luz dos estudos críticos sobre a utopia, discutidas por Andrade (2011), Ayala (1997) e Pavis (2015), ajudam a conceber que os utopismos ramalhianos formalizados em seus textos teatrais utópicos apontam para uma problematização sobre as identidades de gênero feminino e masculino em contextos de desigualdade em sociedades distópicas regidas por valores patriarcais extremos. O texto teatral Anjos de Caramelada (RAMALHO, 2008), aqui discutido, suscita uma crítica aos papéis de autoridade distribuídos de maneira desigual entre mulheres e homens, dado que o mundo em que as mulheres são subordinadas é convertido num outro, ideal, em que as mulheres são figuras soberanas sobre os homens. A obra ajuda a refletir sobre as relações de gênero na contemporaneidade, perspectiva que instiga Lourdes Ramalho na elaboração de enredos críticos e criativos que levam as(os) leitoras(es)-espectadoras(es) a sonhar com o devir utópico da equidade de gênero em tempos distópicos.