O efeito da febre na mineralização do esmalte dentário: um modelo murino

A etiologia da Hipomineralização Molar-Incisivo ainda é desconhecida, mas tem sido associada com febre na infância. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da febre na mineralização do esmalte de incisivos inferiores de camundongos da linhagem C57Bl/6. Os animais foram divididos em dois grupos:...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Americano, Gabriela Caldeira Andrade
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/20132
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20132
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dental enamel
Fever
Molar Hypomineralization
Dental enamel hypoplasia
Models animal
Esmalte dentário
Febre
Hipomineralização molar
Hipoplasia do esmalte dentário
Modelos animais
CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA
Descripción
Sumario:A etiologia da Hipomineralização Molar-Incisivo ainda é desconhecida, mas tem sido associada com febre na infância. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da febre na mineralização do esmalte de incisivos inferiores de camundongos da linhagem C57Bl/6. Os animais foram divididos em dois grupos: 6 no experimental e 6 no controle. Uma dose de 12 ml/ Kg de 15 % p/v de levedura de cerveja e 12 ml/ Kg de salina foi injetada subcutaneamente em cada camundongo do grupo experimental e controle, respectivamente, duas vezes por dia, durante três dias consecutivos. A temperatura corporal foi medida, usando um termômetro digital, imediatamente antes das injeções e 3, 6 e 10 horas depois das injeções. Considerando a taxa de erupção do dente de 0,18 ± 0.05 mm por dia, os animais foram sacrificados 15 dias após a primeira injeção. A análise elementar do esmalte foi feita usando microfluorescência de raio x (μXRF). O mapeamento da superfície do esmalte analisou a distribuição espacial de Ca, P, Fe e Sr. A quantificação de minerais (Ca, P, Sr, Fe, Zn e Ca:P) foi feita em dois pontos posicionados no esmalte completamente formado e dois pontos posicionados no esmalte em maturação. O teste de Mann Whitney foi usado para comparar a temperatura corporal antes e depois das injeções e para comparar a quantidade mineral entre os grupos experimental e controle. A temperatura média corporal dos grupos experimental e controle antes da primeira injeção foi 35,9 ± 0,1 ºC and 35,9 ± 0,2 ºC, respectivamente. A temperatura média corporal dos grupos experimental e controle depois da primeira injeção foram 37,4 ± 0,3 ºC and 36,3 ± 0,2 ºC, respectivamente. No grupo experimental, o Fe estava concentrado no terço incisal, enquanto no grupo controle estava distribuído ao longo dos terços incisal e médio da superfície do esmalte. Nenhuma diferença significativa foi observada nas quantidades de Ca, Fe, Zn e relação Ca:P entre os grupos. O grupo experimental apresentou uma maior concentração de P no esmalte em maturação (p = 0,02) e uma menor concentração de Sr no esmalte completamente formado (p = 0,01) e no esmalte em maturação (p = 0.006). Portanto, este estudo sugere que a febre pode alterar o movimento de íons através das junções dos ameloblastos, modificando a mineralização do esmalte de incisivos inferiores de camundongos da linhagem C57Bl/ 6.