Utilização de fenos de euforbiáceas na ensilagem de palma forrageira miúda
Objetivou-se avaliar as perdas e perfil fermentativo, valor nutricional, estabilidade aeróbica e contagens de populações microbianas de silagens mistas de palma forrageira miúda em associação a diferentes níveis de feno de pornunça. Dessa forma, nesse estudo foi utilizado o delineamento experimental...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/42624 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42624 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS Aditivo Ensilagem Fenação Nopalea cochenillifera Salm Dick Zootecnia Plantas forrageiras Palma forrageira Caprinos Silagem Additive Ensiling Haymaking |
| Resumo: | Objetivou-se avaliar as perdas e perfil fermentativo, valor nutricional, estabilidade aeróbica e contagens de populações microbianas de silagens mistas de palma forrageira miúda em associação a diferentes níveis de feno de pornunça. Dessa forma, nesse estudo foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e cinco repetições, totalizando 25 mini-silos experimentais. Os tratamentos consistiram em níveis de inclusão de feno de pornunça na silagem de palma forrageira miúda nos níveis de 0, 7,5, 15,0, 22,5, e 30,0% com base na matéria natural. Os mini-silos foram confeccionados com material de policloreto de vinila (PVC) (10 cm de diâmetro e 30 cm de comprimento) providos com válvula tipo Bunsen, de modo a atingir a densidade de 700kg/m³ e armazenados durante 120 dias até posteriores avaliações. Assim, foram avaliadas as perdas fermentativas (gases, efluentes, totais, e recuperação de matéria seca); perfil fermentativo (pH, nitrogênio amoniacal – N-NH3, teores de ácidos orgânicos: lático, acético, propiônico e butírico); valor nutricional (matéria seca - MS, matéria mineral - MM, proteína bruta - PB, extrato etéreo – EE, fibra em detergente neutro - FDN, fibra em detergente ácido - FDA, hemicelulose, carboidratos totais - CT, carboidratos não-fibrosos – CNF); estabilidade aeróbica (temperaturas interna e externa, amplitude térmica, perdas de forragem e quebra de estabilidade aeróbica), e contagens de populações microbianas (bactérias ácido lácticas – BAL, mofos/leveduras). Considerando os dados obtidos foram avaliados por meio contrastes polinomiais ortogonais lineares e quadráticos ao nível de 5% de significância para o erro tipo-I. Houve efeito linear crescente nos teores de MS (P<0,001) e, quadrático nos teores de MM (P<0,001), PB (P<0,001), EE (P = 0,003), FDN (P<0,001), FDA (P<0,001), hemicelulose (P<0,001) e CNF (P = 0,006) à medida o feno de pornunça foi incluído nas silagens de palma forrageira miúda. Apesar disso, os teores de CT não foram influenciados pela inclusão de feno de pornunça na silagem de palma forrageira miúda (P > 0,05). Os valores de pH (P<0,001), diminuíram linearmente, enquanto que as concentrações de N-NH3 (P<0,001), assim como os teores de ácido acético (P = 0,045) e lático (P = 0,002) foram influenciados de forma quadrática pela inclusão doe feno de pornunça nas silagens de palma forrageira miúda. Não houve efeito da inclusão do feno de pornunça nas contagens de bactérias ácido láticas, nas temperaturas máximas e mínimas nas silagens, assim como na quebra da estabilidade aeróbica nas silagens de palma forrageira miúda (P>0,05). Por outro lado, a amplitude térmica (P = 0,040) e as perdas de forragem (P<0,001) foram influenciadas de forma quadrática pela inclusão do feno de pornunça nas silagens de palma forrageira miúda. As perdas por efluentes (P<0,001) e recuperação de matéria seca (P<0,001) 31 foram influenciadas de forma linear, enquanto que as perdas por gases (P<0,001) e totais (P<0,001) foram influenciados de forma quadrática pela inclusão de feno de pornunça na silagem de palma forrageira miúda. A partir dos dados encontrados no presente experimento, considerando os valores para o perfil fermentativo, as perdas fermentativas, a estabilidade aeróbica e a qualidade nutricional da silagem, pode-se concluir de forma geral que é possível incluir até 30% de feno de pornunça na silagem de palma forrageira da variedade miúda. No entanto, ao considerar a densidade do material ensilado e as perdas de forragem, recomenda-se a inclusão de até 21,2% de feno de pornunça para diminuir as perdas de forragem na silagem de palma forrageira da variedade miúda. Conclui-se que, o tratamento três com a inclusão de feno de 15% na silagem de palma forrageira miúda apresentou valores significativos de proteína bruta na matéria seca equivalente a15,72%. Sendo considerado o mais adequado do ponto de vista econômico para a formulação de uma dieta equilibrada para pequenos ruminantes. Sendo assim. Esse nível de inclusão atende às necessidades nutricionais da categoria e possibilita um ganho de peso entre 150 a 200 g por dia. |
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