O desejo de inconsciência em poemas de Fernando Pessoa: ortônimo e heterônimos Alberto Caeiro e Alvaro de Campos

Este trabalho registra a trajetória da leitura que fizemos dos poemas do corpus em busca de resolução das questões problematizadas em torno do desejo de inconsciência. Procuramos identificar e estabelecer relações intertextuais entre os poemas Mãe..., de Antero de Quental, O sono do João, de António...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rodrigues, Hélio Valdeci
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-23112009-115536
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8150/tde-23112009-115536/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Alberto Caeiro e Álvaro de Campos
António Nobre and Fernando Pessoa
António Nobre e Fernando Pessoa
Desejo de inconsciência em Alberto Caeiro e Álvaro de Campos
Fernando Pessoa orthonymous and the unconsciousness desire
Fernando Pessoa orthonymous melancholic
Fernando Pessoa ortônimo e o desejo de inconsciência
Inter-textual unconsciousness desire in Antero de Quental
Intertextualidade desejo de inconsciência em Antero de Quental
Melancolia em Fernando Pessoa ortônimo
Unconsciousness desire in Alberto Caeiro and Álvaro de Campos
Descrição
Resumo:Este trabalho registra a trajetória da leitura que fizemos dos poemas do corpus em busca de resolução das questões problematizadas em torno do desejo de inconsciência. Procuramos identificar e estabelecer relações intertextuais entre os poemas Mãe..., de Antero de Quental, O sono do João, de António Nobre e alguns poemas de Fernando Pessoa ortônimo e heterônimos Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Buscamos perceber desdobramentos e representações do estado de inconsciência desejado e recomendado pelos sujeitos poéticos do corpus como rota de fuga às angústias íntimas oriundas do desconcerto entre as disposições anímicas do sujeito consigo mesmo e com o mundo, oriundas do doloroso sentir como fonte, para os sujeitos poéticos, de males: o pensamento reflexivo, a racionalidade, a ciência. Visamos, com a identificação e o estabelecimento de relações intertextuais entre poemas do corpus, perceber Fernando Pessoa inserido numa tradição literária de poetas intimistas portugueses do final do século XIX e início do XX, em cujos poemas reverbera o desejo de inconsciência. Procuramos expor, no capítulo O desejo de inconsciência, através do traço nostálgico e melancólico do homem da modernidade, o que poderia corroborar para uma compreensão mais aprofundada do problema do desejo de inconsciência como busca de paraísos mitológicos, terrestres ou artificiais, sonhos edênicos, rotas de fuga à consciência e racionalidade sentidas como causadoras de inquietações e dores.