Efeito do intemperismo sobre propriedades da madeira

A utilização da madeira em ambiente externo faz com que peças estruturais estejam expostas aos intemperismos, que causam degradação de materiais. Esta investigação objetivou avaliar os efeitos dos intemperismos artificial e natural sobre as propriedades físicas, químicas e mecânicas de madeiras, abr...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Almeida, Tiago Hendrigo de
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02102019-142233
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18158/tde-02102019-142233/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Artificial
Intemperismo
Madeira
Natural
Properties
Propriedades
Weathering
Wood
Descrição
Resumo:A utilização da madeira em ambiente externo faz com que peças estruturais estejam expostas aos intemperismos, que causam degradação de materiais. Esta investigação objetivou avaliar os efeitos dos intemperismos artificial e natural sobre as propriedades físicas, químicas e mecânicas de madeiras, abrangendo todas classes de resistência preconizadas pela ABNT NBR 7190/1997, bem como a comparação dos dois processos de envelhecimento com base no desempenho mecânico deste material. Amostras de oito classes de resistência foram expostas ao intemperismo natural durante 360 dias em três níveis de tratamento, comparando seus efeitos com amostras das mesmas madeiras expostas ao intemperismo artificial durante 384 horas em três níveis de tratamento. As propriedades avaliadas foram: Módulo de elasticidade na flexão estática, Valor convencional de resistência na flexão estática, Resistência à compressão paralela às fibras, Dureza Janka perpendicular às fibras, Limite elástico em flexão estática, Densidade aparente e cor. A miscroestrutura do material foi avaliada utilizando técnicas de Difração de Raio-X e Espalhamento de Raio-X em baixo ângulo. As porções mais envelhecidas das amostras foram analisadas quimicamente. A sistemática de amostragem utilizada possibilitou o estudo do desempenho de amostras de controle, realizando assim uma abordagem relativa e generalizada de resultados. De acordo com os resultados, constatou-se queda de desempenho mecânico das madeiras em torno de 15%, com aumento do Limite elástico em 18%, para 360 dias envelhecimento natural. Um ciclo de envelhecimento artificial (nas condições adotadas nesta investigação), conforme correlação realizada, corresponde a aproximadamente 6 dias de exposição ao intemperismo natural. As técnicas para avaliação da microestrutura e análises químicas da madeira foram eficazes, produzindo resultados importantes para a compreensão dos fenômenos retratados neste trabalho.