Racismo Ambiental na perspectiva de Mulheres Negras, Educadoras e/ou Ativistas Ambientais brasileiras
Este estudo buscou analisar o impacto do racismo ambiental a partir das perspectivas de mulheres negras que atuam como educadoras e/ou ativistas ambientais. Entendendo o racismo ambiental como uma manifestação estrutural da desigualdade, este trabalho investiga como essas mulheres percebem e vivenci...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/40220 |
| Acesso em linha: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40220 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Racismo ambiental Mulheres negras Educação ambiental Mulher negra Environmental racism Black women Environmental education |
| Resumo: | Este estudo buscou analisar o impacto do racismo ambiental a partir das perspectivas de mulheres negras que atuam como educadoras e/ou ativistas ambientais. Entendendo o racismo ambiental como uma manifestação estrutural da desigualdade, este trabalho investiga como essas mulheres percebem e vivenciam as injustiças socioambientais em seus territórios e em suas práticas profissionais e militantes. Nesse contexto, adicionamos o entendimento de que o debate ambiental ainda possui pouca presença e visibilidade para as acadêmicas e/ou militantes negras nos espaços de decisão, como mostra as perspectivas das mulheres deste estudo, respaldado também pela dificuldade em localizar artigos, produções científicas e dados que dêem relevância à atuação ou produção acadêmica dessas mulheres. Para fazer um mapeamento de campo, foi utilizado o google forms com perguntas que abordam temas pertinentes ao assunto. No formulário - direcionado exclusivamente a mulheres negras - foi solicitado às participantes que se identificassem e indicassem faixa etária, nível de escolaridade, formação, tempo e modalidades de atuação na EA, concepções de racismo ambiental, percepção sobre a participação de mulheres negras nos espaços acadêmicos, de gestão ou de poder relacionados à Educação Ambiental e desafios enfrentados pelas mulheres negras no campo. Obtivemos nove respostas. Para a outra etapa da pesquisa, foram realizadas entrevistas semi- estruturadas individuais com duas mulheres, uma mulher quilombola e uma periférica, ambas educadoras e acadêmicas. Na perspectiva das mulheres negras que responderam ao formulário e participaram das entrevistas, a pauta ambiental é atravessada pelo racismo, machismo, classismo e patriarcado branco capitalista. Elas carregam a consciência que sua presença na academia, especialmente em cargos de prestígio, ainda é significativamente limitada, o que acentua as barreiras estruturais que as afastam dos espaços de decisão e produção do conhecimento. Deste modo, a pesquisa evidencia que essas mulheres carregam uma perspectiva pertinente em relação ao racismo ambiental, já que vivenciam diretamente seus efeitos no dia-a-dia. Contribuindo para ampliar os debates sobre educação ambiental crítica, ecologia política e racismo ambiental a partir de uma perspectiva interseccional. |
|---|