Percepção de estresse em adultos jovens mestrandos e doutorandos: associação com funcionamento familiar, aspectos da história de vida e da pós-graduação
Adultos jovens mestrandos e doutorandos vivenciam diversos desafios. Nesse contexto, fatores relacionados às suas trajetórias de vida, ao funcionamento de suas famílias e às condições que encontram na pós-graduação, em um prisma de desenvolvimento humano, possivelmente impactam seus níveis de estres...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04092025-093654 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-04092025-093654/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Desenvolvimento humano Educação de pós-graduação Education graduate Estresse psicológico Estudantes Família Family Human development Stress psychological Students |
| Sumario: | Adultos jovens mestrandos e doutorandos vivenciam diversos desafios. Nesse contexto, fatores relacionados às suas trajetórias de vida, ao funcionamento de suas famílias e às condições que encontram na pós-graduação, em um prisma de desenvolvimento humano, possivelmente impactam seus níveis de estresse. Este estudo objetivou verificar a associação entre percepção de estresse e características do funcionamento familiar; aspectos da história de vida; eventos estressores vivenciados durante a pós-graduação e condições importantes à permanência no curso, entre adultos jovens matriculados em programas stricto sensu de uma universidade estadual do interior paulista. Utilizou-se, como marco teórico, a Teoria Bioecológica de Desenvolvimento Humano de Bronfenbrenner. Trata-se de um estudo transversal de delineamento misto, do tipo sequencial. A primeira etapa, qualitativa, consistiu na realização de uma entrevista semiestruturada, que investigou aspectos de caracterização e de história de vida comuns aos estudantes e que podem ter influência sobre a experiência na pós, eventos estressores e condições que consideram importantes à permanência no curso. Participaram dessa etapa 14 discentes e a coleta de dados ocorreu de dezembro de 2022 a maio de 2023, de forma remota. Os dados foram analisados pela técnica de análise de conteúdo de Bardin e subsidiaram a elaboração de um questionário de dados sociodemográficos, acadêmicos, história de vida, estressores e condições de permanência na pós-graduação, utilizado na etapa quantitativa. Essa etapa, por sua vez, contou, também, com a aplicação da Escala de Estresse Percebido (PSS 14) e da Escala de Avaliação da Coesão e Adaptabilidade Familiar - versão IV (FACES IV), respondidas por uma amostra de 310 pós-graduandos, de julho a novembro de 2023, também de forma remota. Os resultados foram analisados por estatística descritiva e inferencial. Quanto ao funcionamento familiar, observou-se correlações negativas fracas entre percepção de estresse e coesão equilibrada ( ρ= -0,260; p < 0,01) e comunicação familiar ( ρ= -0,277; p < 0,01); negativas moderadas entre percepção de estresse e flexibilidade equilibrada ( ρ= -0,344; p < 0,01) e satisfação familiar (r = -0,326; p < 0,01); e positivas fracas entre percepção de estresse e desengajada ( ρ= 0,168; p < 0,01), emaranhada ( ρ= 0,161; p < 0,01) e caótica (ρ = 0,253; p < 0,01). Estudantes em famílias disfuncionais apresentaram, em média, maior estresse. Quanto à história de vida, os fatores associados a maior estresse foram a cobrança sobre o próprio desempenho durante o Ensino Fundamental, dificuldades emocionais associadas às atividades acadêmicas, necessidade de maior autonomia e percepção de despreparo na graduação. Os eventos estressores e condições importantes à permanência na pós foram diversos. Destacaram-se o alto nível de exigência e demandas, dificuldades financeiras e associadas à bolsa de fomento à pesquisa, e percepção da trajetória acadêmica como solitária, como fatores que elevaram o estresse, e o bom relacionamento com orientador e relevância da pós ao projeto de vida como aspectos que diminuíram. Os resultados indicam que as condições atuais da pós-graduação apresentam fatores que podem prejudicar a saúde mental discente, o que remete à necessidade de atualizar políticas institucionais e fomentar intervenções em saúde mental. |
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