A multidão, o comum e a autoria: Rosângela Rennó e o projeto multitudinário das imagens

A presente pesquisa tem seu foco na obra da artista Rosângela Rennó e nas circunstâncias que giram em torno do conceito de multidão. Primeiramente, buscou-se elaborar uma espécie de genealogia de sua forma de operar com coleções e arquivos imagéticos, fotográficos ou textuais verbais. Evidencia-se e...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Reinaldo Ziviani da
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2025
País:Brasil
Recursos:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)
Repositório:Repositório Institucional do CEFET-MG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1597
Acesso em linha:https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1597
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Rennó, Rosângela, 1962-
Multidões
Arte
Fotografia
Política e literatura - Brasil
Descrição
Resumo:A presente pesquisa tem seu foco na obra da artista Rosângela Rennó e nas circunstâncias que giram em torno do conceito de multidão. Primeiramente, buscou-se elaborar uma espécie de genealogia de sua forma de operar com coleções e arquivos imagéticos, fotográficos ou textuais verbais. Evidencia-se em seu empreendimento de ecologia da imagem uma ação arqueológica que mobiliza discursividades por meio de arquivos apropriados e recolocados em circulação. Num segundo momento, procurou-se aproximar esse processo criativo da artista da noção contemporânea de multidão, principalmente do ponto de vista adotado por Antonio Negri e Paolo Virno. Para tanto, norteou-se a pesquisa convergindo-a para a instalação Operação Aranhas / Arapongas / Arapucas (2014-2016). Além de dar o ensejo a pensar a multidão como estrutura coletiva não centralizadora que tem seus ecos na forma de Rennó pensar e configurar sua arte, traz à tona momentos importantes de manifestação política coletiva no Brasil – a Passeata dos Cem Mil (1968); o Movimento das Diretas e as manifestações de Junho de 2013. Vislumbram-se, assim, as circunstâncias para se confrontarem imagens e sentidos dos ataques a nossa frágil democracia em cenários diversos que se aproximam nas montagens de Rennó. Além disso, discutiu-se brevemente a relação entre a estrutura coletiva multitudinária, as condições de produção de um comum do ponto de vista cultural, bem como papel da arte nesse âmbito. Num terceiro momento, discute-se a relação entre dispositivos de controle, formação de subjetividades e a produção de formas coletivas comuns. Por consequência, buscou-se refletir a respeito das formas de elaboração artística e intelectual que, atualmente, questionam a autoria em sua forma individualizada. Identificando o trabalho de Rennó muito centrado nessa perspectiva, pode-se pensar na autoria coletiva por processos de apropriação como a formulação de uma atitude revolucionária. Compreende-se seu trabalho como a mobilização da multidão de imagens como uma rede de produção de significados contra-hegemônicos. Somando-se a esse tema, chega-se ao tema que permea toda essa pesquisa, o desafio da construção de uma comunidade, diante da diversidade de formas contidas na multidão.