Cooperação internacional, securitização da migração e direitos humanos: uma análise dos relatórios de implementação do acordo de 2016 entre a União Europeia e a Turquia

A guerra civil na Síria ocasionou o deslocamento forçado de cerca de 12 milhões de pessoas. Dentre estas, 6.5 milhões são refugiados. A maior parte destes se encontra na Turquia, país de trânsito para as pessoas com destino aos Estados-Membros da União Europeia (UE). Tal questão suscita desconforto...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Barros, Patrícia Porto de
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17271
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17271
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Forced Migrations
International Cooperation
Securitization of Migration
Human Rights
Migrações Forçadas
Cooperação Internacional
Securitização da Migração
Direitos Humanos
Migração forçada
Direitos humanos
Cooperação internacional
CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA
Descrição
Resumo:A guerra civil na Síria ocasionou o deslocamento forçado de cerca de 12 milhões de pessoas. Dentre estas, 6.5 milhões são refugiados. A maior parte destes se encontra na Turquia, país de trânsito para as pessoas com destino aos Estados-Membros da União Europeia (UE). Tal questão suscita desconforto por parte da UE que, diante desse cenário, mantém e reforça um processo de securitização da migração, que está presente em boa parte da formação normativa do bloco, desde o início de sua integração. Tal processo tem diversas dimensões, sendo os acordos de cooperação internacional, assinados no contexto da externalização das fronteiras, uma delas. Neste âmbito, em 2016 foi firmado um acordo entre a UE e a Turquia, no qual um dos principais objetivos era a redução da chegada de imigrantes considerados ‘indesejados’ no território europeu. Em troca do reforço das fronteiras turcas, foram ofertados tanto benefícios políticos, quanto econômicos à Ancara. Frequentemente, estes compromissos de ajuda externa estão condicionados a interesses e, como veremos, este caso não foi diferente. Nosso estudo também confirma a literatura que mostra que descasos com o respeito aos direitos humanos não exercem influência significativa sobre os montantes direcionados à cooperação internacional. Tais conclusões foram obtidas a partir da análise dos relatórios da Comissão da União Europeia sobre a implementação deste acordo e da revisão da literatura referente aos temas aqui abordados. Em busca de informações complementares, também visitamos o escritório de migração em Adana, onde foi realizada uma entrevista semiestruturada com o especialista em refúgio e chefe do grupo de proteção temporária local.