Porfirias agudas: aspectos laboratoriais

As porfirias são causadas por deficiência parcial de uma das enzimas da via de biossíntese do heme, caracterizando-se por disfunções neuroviscerais bastante semelhantes. As porfirias agudas são decorrentes da deficiência das enzimas delta-aminolevulinato desidratase (ALAD), porfobilinogênio desamina...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Prauchner, Carlos André, Emanuelli, Tatiana
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:RBCF. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/43793
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/rbcf/article/view/43793
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Porfirias agudas
Ácido 5-aminolevulínico
Porfirinas
Porfobilinogênio
Mutações
Acute porphyria
5-Aminolevulinic acid
Porphyrins
Porphobilinogen
Mutations
Descripción
Sumario:As porfirias são causadas por deficiência parcial de uma das enzimas da via de biossíntese do heme, caracterizando-se por disfunções neuroviscerais bastante semelhantes. As porfirias agudas são decorrentes da deficiência das enzimas delta-aminolevulinato desidratase (ALAD), porfobilinogênio desaminase, coproporfirinogênio oxidase ou protoporfirinogênio oxidase, que provocam, respectivamente, porfiria por deficiência da ALAD, porfiria aguda intermitente, coproporfiria hereditária e porfiria variegada. Todas as porfirias agudas caracterizam-se por um aumento na concentração de ácido 5-aminolevulínico no plasma e no líquor, acompanhado de um aumento na excreção urinária deste composto. Dependendo do tipo de porfiria aguda que acomete o paciente, podem ser observados ainda aumentos na excreção urinária de outros precursores porfirínicos e mesmo de porfirinas. Os casos de porfirias agudas podem ser detectados pela dosagem de porfirinas e seus precursores na urina, sangue e fezes. A triagem das famílias portadoras é importante para detectar casos latentes, pois a expressão clínica da doença geralmente está ligada a fatores ambientais ou adquiridos que provocam os ataques agudos. A identificação de portadores pode ser realizada através da determinação da atividade das enzimas da via de biossíntese do heme no sangue e mais recentemente através da análise do DNA.