Redes de manutenção em saúde e envio de medicamentos no contexto das migrações transnacionais venezuelanas
O colapso econômico, social e sanitário da Venezuela continua a impactar famílias que foram separadas por um dos maiores deslocamentos humanos na história recente da América Latina. O Brasil, destino de centenas de milhares de migrantes transnacionais do país vizinho, distribuídos atualmente por qua...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/62179 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/62179 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Migrações transnacionais Migrações venezuelanas Análise de redes sociais Cuidado transnacional Famílias transnacionais |
| Sumario: | O colapso econômico, social e sanitário da Venezuela continua a impactar famílias que foram separadas por um dos maiores deslocamentos humanos na história recente da América Latina. O Brasil, destino de centenas de milhares de migrantes transnacionais do país vizinho, distribuídos atualmente por quase todo seu território e tendo a fronteira amazônica como seu principal entrocamento, é ponto de trânsito de várias redes informais de trocas que visam apoiar familiares que ficaram. A partir da observação da importância de redes pessoais para famílias transnacionais na condução e reorganização de seus cotidianos e na superação das condições de vida afetadas pela migração e pela persistente crise de desabastecimento, sobretudo de insumos e serviços médicos, propõe-se reconstruir, a partir de uma perspectiva qualitativa, redes transnacionais de manuntenção de saúde e envio de medicamento em famílias venezuelanas no Brasil. Para tanto, foram entrevistados sete migrantes venezuelanos que vivem no Brasil e auxiliam familiares em seu país de origem. Os roteiros das entrevistas semi-estruturadas foram compostos de forma a responder às perguntas “Quem?”, “O quê?” e “Como?”. Os interlocutores foram escolhidos de acordo com a posição privilegiada que possuíam, dentro de suas redes, de mobilizar recursos e pessoas para garantir seus objetivos finais. A redes foram reconstituídas a partir de uma perspectiva egocentrada e delas foram extraídos os temas pertinentes. Observou que as redes são construídas e reconstruídas de acordo com o andamento da crise econômica e social da Venezuela, bem como da distribuição desigual de meios materiais dentro da família e da reprodução de hierarquias de gênero. Observou também que diferentes técnicas de envio de medicamentos e de remessas são empregados na medida em que a política econômica, migratória, fronteiriça e sanitária da Venezuela e do Brasil se alteram. |
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