Padrões funcionais de comunidades de plantas lenhosas em transições floresta-campo em resposta a gradientes ambientais no sul do Brasil
Transições de floresta-campo são encontradas em diversas regiões do mundo. Sob condições climáticas favoráveis, tem-se observado um padrão de aumento na densidade de lenhosas e expansão florestal sobre áreas de vegetação campestre. Este trabalho tem como objetivo identificar diferenças de composição...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/119605 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/119605 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | convergência, alfa-divergência, atributos foliares, ecótonos Diversidade vegetal Convergência Ecótonos Convergence Alpha-divergence Leaf traits Ecotones Southern Brazil |
| Sumario: | Transições de floresta-campo são encontradas em diversas regiões do mundo. Sob condições climáticas favoráveis, tem-se observado um padrão de aumento na densidade de lenhosas e expansão florestal sobre áreas de vegetação campestre. Este trabalho tem como objetivo identificar diferenças de composição de espécies lenhosas e composição funcional entre comunidades florestais e de transição, bem como identificar padrões funcionais destas comunidades em resposta a gradientes de clima e solo. Para tanto, foram coletados dados em 18 áreas de transição floresta-campo no sul do Brasil, considerando a densidade de espécies lenhosas e atributos foliares mensurados em cada habitat (floresta e transição). Os sítios de amostragem foram descritos por variáveis de clima e solo, gerando assim três matrizes ambientais (E): tipo de habitat, climática e edáfica. A análise dos dados envolveu ajustes de Procrustes entre matriz T (atributos médios da comunidade ponderados pela abundância das espécies) e matriz E (r (TE)) para detectar padrões de convergência de atributos, e entre diversidade funcional (R) e matriz E (r (RE)) para detectar padrões de divergência, relacionando estes padrões a cada matriz E. Os resultados indicaram padrões de convergência e divergência em relação à matriz de habitat. Comunidades florestais e de transição diferiram em termos de média de SLA e área foliar, e também quanto à diversidade funcional (ambos com valores maiores na floresta). Considerando os gradientes ambientais, as comunidades de ambos os habitats apresentaram padrões de convergência com o clima e o solo. Em matéria de clima, o principal resultado foi em relação ao SLA, com valores mais altos em áreas de florestas estacionais. Quanto ao solo, as comunidades florestais demonstraram uma associação de SLA e espessura da folha com o gradiente de matéria orgânica / fertilidade, porém as comunidades de transição não apresentaram padrões claros. Padrões de divergência em relação ao solo foram observados para ambos os habitats, mas só a floresta apresentou divergência em relação ao gradiente climático. Concluímos que, apesar das diferenças locais entre habitats em termos de composição de espécies lenhosas e estratégias funcionais, as comunidades de transição e de floresta estão respondendo de forma semelhante aos gradientes climáticos regionais. No geral, as espécies lenhosas demonstram ter estratégias funcionais relacionadas a atributos foliares que tem possibilitado o processo de adensamento de lenhosas em ecossistemas campestres em áreas de transição de floresta-campo. |
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