Posvenção: políticas públicas voltadas aos sobreviventes do suícidio

Esta pesquisa apresenta uma perspectiva psicanalítica sobre as depressões contemporâneas que buscou contemplar aspectos clínicos, teóricos e sociopolíticos. Entende-se que a crescente incidência dos diagnósticos de distúrbios depressivos, cujo início se observa na década de 1970, levanta uma questão...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Luana da
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Repositorio:Repositório Institucional da UFT
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.uft.edu.br:11612/6823
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11612/6823
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Políticas públicas; Saúde mental; Suicídio; Posvenção.
Políticas públicas; Saúde Mental; Suicídio; Posvenção.
Descrição
Resumo:Esta pesquisa apresenta uma perspectiva psicanalítica sobre as depressões contemporâneas que buscou contemplar aspectos clínicos, teóricos e sociopolíticos. Entende-se que a crescente incidência dos diagnósticos de distúrbios depressivos, cujo início se observa na década de 1970, levanta uma questão essencial: o que significa a depressão para a psicanálise? Nesse sentido, realizou-se uma revisão bibliográfica da questão depressiva orientada sobretudo pelos trabalhos de Freud, Fédida, Kehl, Teixeira e Dunker. Os resultados encontraram indicações sobre o surgimento do campo depressivo-melancólico a partir do artigo freudiano Luto e melancolia (1917/2011), além da centralidade clínica da questão do tempo nos estados depressivos e as determinações sociais que permeiam os modos de aparição das depressões atuais. Conclui-se que a depressão significa uma condição psicopatológica relacionada às antigas melancolias e que atualmente comparece em diversos quadros clínicos. Tais observações são frutos dos desdobramentos da metapsicologia freudiana que se propõem a dialogar com estudos humanísticos e sociológicos.