Aspectos sociodemográficos em pacientes com doenças inflamatórias intestinais em um centro de referência em Salvador- BA / Sociodemographic aspects in patients with inflammatory bowel diseases in a reference center in Salvador – BA
Introdução: As doenças inflamatórias intestinais são um grupo de doenças crônicas do trato gastrointestinal de evolução imprevisível e com possíveis recidivas que representam um grave problema de saúde. As clássicas são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, além da Colite não classificada, qu...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz) |
| Repositorio: | Revista Veras |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/27336 |
| Acceso en línea: | https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27336 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Doença inflamatória intestinal aspectos sociodemográficos doença de Crohn retocolite ulcerativa colite não classificada. |
| Sumario: | Introdução: As doenças inflamatórias intestinais são um grupo de doenças crônicas do trato gastrointestinal de evolução imprevisível e com possíveis recidivas que representam um grave problema de saúde. As clássicas são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, além da Colite não classificada, quando não é possível firmar o diagnóstico entre as formas clássicas. Aspectos sociodemográficos são a descrição de dados reais com a finalidade de delinear o perfil dos pacientes e detectar as possíveis alterações biopsicossociais a fim de promover uma assistência mais específica e, por conseguinte, conduta terapêutica mais adequada, proporcionando redução do tempo de hospitalização além de melhor qualidade de vida. Objetivo: Descrever os aspectos sociodemográficos em pacientes com doenças inflamatórias intestinais em um ambulatório de DII em um centro de referência da Bahia.Método: Estudo observacional, analítico e transversal realizado de junho/2018 a julho/2019, com aplicação de questionário e revisão de prontuários em centro de referência em DII em Salvador- BA. Foram realizadas análises da média, desvio padrão e frequência.Resultados: Foram entrevistados 235 pacientes com DII, sendo 35,3% (n=83) portadores de DC, 62,6% (n=147) de RCU e 2,1% de CNC. De todos os pacientes da amostra, 60,9% (n=143) eram do sexo feminino; 80,4% (n=189) residiam em zona urbana, 54,9% (n=129) da amostra era autodeclarada parda, seguido de 37% (n=87) autodeclarados negros. A média de idade geral foi de 45 anos (DP±14), 43,4% (n=102) da população afirmou ser casada e 27,7% (n=65) não tinham filhos. A religião mais prevalente foi católica com 46,8% (n=110) seguida da religião evangélica com 37,9% (n=89). Em relação à escolaridade, 44,7%(n=105) da população tinha ensino médio completo. 39,1% (n=92) afirmaram ter a renda familiar em até um salário mínimo e 27,7% (n=65) da amostra afirmou estar desempregado seguido de 23,8% (n=56) que alegou aposentadoria. 73,2% (n=172) negaram tabagismo, seguido de 25,1% (n=59) de tabagismo pregresso. O tempo de doença médio foi de 124 meses (DP±94). Analisando o fenótipo da doença, encontrou-se que 3% (n=7) tiveram diagnóstico com idade menor que 16 anos, 62,6% (n=147) com idade entre 17 e 40 anos e 34,5% (n=81) maior que 40 anos. Em relação à RCU, 46,3% (n=68) tiveram localização colite extensa, 38,8% (n=57) colite esquerda e apenas 15% (n=22) proctite. Já na DC, em relação à localização, 48,2% (n=40) tinham doença ileocolônica; 34,9% (n=29) colônica e 16,9% (n=14) ileal (L1); no que diz respeito ao comportamento, 55,4% (n=46) foram classificados como não estenosante e não penetrante (B1), 25,3% (n=21) como estenosante (b2) e 19,3% (n=16) como penetrante (b3); ademais, 33,7% (n=28) possuem associação com doença perianal e apenas 8,4% (n=7) mostraram envolvimento do TGS. As medicações mais utilizadas no momento atual foram: para RCU e CNC: Mesalazina supositório 41,9% (n=98) 60% (n=3), para DC: Azatioprina 30,3% (n=71), sendo o tratamento biológico com infliximabe e/ou adalimumabe presente em 18% (n=43) de toda a amostra. Conclusão: Foi observada uma predominância nos perfis com diagnóstico de RCU, sexo feminino, etnia quase totalitária não-branca, procedente de zona urbana, casado, com apenas um filho, católico, escolaridade média completa, com renda familiar mensal inferior à dois salários-mínimos, desempregado com a maioria fechando o diagnóstico entre 17 e 40 anos. Fenotipicamente, a DC com maior frequência foi a com localização ileocolônica (L1), de comportamento inflamatório (B1) com mais de um terço dos pacientes apresentando doença perianal e menos de 10% com comprometimento de trato gastrointestinal alto. Já a extensão mais predominante nos pacientes com RCU foi colite extensa. Sobre os medicamentos, a azatioprina é a mais utilizada para tratamento de DC, seguindo dos imunobiológicos. Na RCU e CNC, a mesalazina tanto oral, como supositório dominam nas prescrições terapêuticas. |
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