Clima organizacional e intenção de rotatividade dos enfermeiros de um hospital de ensino vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a relação entre clima organizacional e intenção de rotatividade dos enfermeiros em um hospital universitário de Minas Gerais vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, do tipo triangulação conco...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFTM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:bdtd.uftm.edu.br:123456789/1156 |
| Acceso en línea: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1156 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM Clima organizacional. Rotatividade de pessoal. Enfermagem. Hospital. Organizational climate. Personnel turnover. Nursing. Hospitals. |
| Sumario: | Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a relação entre clima organizacional e intenção de rotatividade dos enfermeiros em um hospital universitário de Minas Gerais vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, do tipo triangulação concomitante. Participaram da pesquisa 116 enfermeiros do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com vínculo empregatício com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Os dados foram coletados nos meses de agosto a novembro de 2019, em duas partes: na primeira, realizou-se uma entrevista semiestruturada, norteada por um roteiro elaborado pelos autores; na segunda, foram aplicados os questionários de clima organizacional e intenção de rotatividade. Se caso, no questionário de intenção de rotatividade a interpretação do escore médio indicasse que o profissional tinha a pretensão de desligar-se da empresa em um futuro próximo, era feita uma pergunta aberta com a finalidade de identificar quais as razões que o levaram a elaborar esses planos. Os dados qualitativos foram analisados segundo o método de análise do Discurso do Sujeito Coletivo, com auxílio do software DSCSoft® e os dados quantitativos foram analisados com o cálculo de frequência absoluta e relativa, bem como medidas de tendência central, variabilidade e regressão linear múltipla. Este projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e aprovado com número de CAAE 12231719.2.0000.8667. Os resultados revelaram que 101 (87,1%) enfermeiros eram do sexo feminino e 15 (12,9%) do sexo masculino, a idade média foi de 36,96 anos. No que concerne a situação conjugal, 72 (62,1%) tinham companheiro e 44 (37,9%) não tinham companheiro. Dos enfermeiros participantes da pesquisa, 75 (64,7%) não residiam em Uberaba antes de trabalhar no hospital em estudo e 13 (11,2%) não moram em Uberaba, vindo apenas para trabalhar. Os dados revelaram que o fator conforto físico, o qual dispõe sobre a estrutura física/equipamentos e o fato de residir em Uberaba, ou não, antes de trabalhar no hospital pesquisado, interferiram negativamente na intenção de rotatividade. Evidenciou-se que o fator da escala de clima organizacional que apresentou maior escore médio foi o coesão entre os colegas e o de menor escore médio foi o recompensa. Revelou-se que os enfermeiros assistenciais, os que não residiam em Uberaba antes de trabalharem no hospital e aqueles que ainda não residem em Uberaba apresentaram uma maior intenção de deixar o hospital em um futuro próximo. Ainda foi identificado que, com o aumento da idade dos enfermeiros, há diminuição da intenção de rotatividade. Quando os entrevistados foram questionados sobre as 39 razões pelas quais pensavam, planejavam e tinham vontade de sair do hospital, constatou-se que a maioria apresentava motivos pessoais, sendo o principal deles a vontade de residir próximo à família novamente. É possível reconhecer que o clima organizacional percebido pelos enfermeiros encontra-se dicotomizado, uma parcela dos entrevistados possui uma boa percepção nos aspectos determinantes do clima e outra apresenta avaliação negativa nos fatores analisados. Sugere-se como motivação desse fato a recente mudança de gestão, processos e recursos humanos que o hospital vivenciou, e que o clima organizacional ainda está sendo moldado. |
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