Análise dos efeitos tóxicos do nonilfenol e do bisfenol A em organismos de água doce
O bisfenol A (BPA) e o nonilfenol (NP), presentes em detergentes, pesticidas, plásticos e resinas, são conhecidos como Endocrine Disrupting-Chemicals (EDCs), Disruptores ou Desreguladores Endócrinos (DE) ou ainda Perturbadores Endócrinos ou Interferentes Endócrinos. O desregulador endócrino pode ser...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-18062013-131718 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18139/tde-18062013-131718/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bisfenol A Bisphenol A Chironomid Cladóceros Daphnids Nonilfenol Nonylphenol Quironomídeos Toxicidade Toxicity |
| Sumario: | O bisfenol A (BPA) e o nonilfenol (NP), presentes em detergentes, pesticidas, plásticos e resinas, são conhecidos como Endocrine Disrupting-Chemicals (EDCs), Disruptores ou Desreguladores Endócrinos (DE) ou ainda Perturbadores Endócrinos ou Interferentes Endócrinos. O desregulador endócrino pode ser definido como uma substância química exógena ou mistura, que promove alterações em uma ou mais funções do sistema endócrino e na sua estrutura, causando, conseqüentemente, efeitos adversos na saúde de um organismo, ou a sua descendência. Esses compostos estão presentes nas águas de abastecimento, nos efluentes domésticos e industriais. Os desreguladores endócrinos têm ação mimética aos hormônios tanto no sítio de ligação quanto nos efeitos provocados nos seres vivos a eles expostos. Os compostos bisfenol A e nonilfenol foram identificados como desreguladores endócrinos em inúmeros trabalhos em diversos países, porém sendo pouco os efeitos em organismos tropicais. Este estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda do bisfenol A e do nonilfenol para Daphnia similis e Ceriodaphnia silvestrii, bem como, a toxicidade crônica para Ceriodaphnia silvestrii e Chironomus xanthus. Nos testes de toxicidade aguda com BPA os valores de CE(I)50; 48h foram de 10,64 mg/L para Daphnia similis e 19,9 mg/L para Ceriodaphnia silvestrii. Nos testes crônicos o valor do CEO obtido para Ceriodaphnia silvestrii foi 1,29 mg/L e para Chironomus xanthus 12 mg/L e o CENO 6 mg/L. Nos testes de toxicidade aguda feitos com NP, os valores de CE(I)50; 48h foram de 0,309 mg/L para Daphnia similis, 0,4520 mg/Lpara Ceriodaphnia silvestrii com solvente água e 0,0541 mg/L com solvente etanol, e 0,03398 mg/L para Ceriodaphnia dubia. O valor do CEO para Ceriodaphnia silvestrii foi 0,0198 mg/L e para Chironomus xanthus foi 100 \'mü\'g/g, com CENO de 50 \'mü\'g/g. Apesar das concentrações encontradas nos testes serem maiores que as encontradas nos estudos que quantificaram esses compostos no ambiente, outros estudos demonstraram que, mesmo em concentrações inferiores as obtidas nesse estudo já ocorrem problemas relacionados com o tempo da muda e com a androgenização do metabolismo de cladóceros. Além disso, a partir dos resultados obtidos com estes testes, pretende-se alertar o poder público sobre os riscos inerentes da presença destes produtos químicos nas águas e da urgência em se adotar novas técnicas no tratamento de efluentes visando à remoção eficaz desses poluentes. |
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