Biopolítica em Hardt e Negri como parâmetro interpretativo do Novo Ensino Médio e influências no ensino da Filosofia no Brasil
Este trabalho analisou a contrarreforma educacional brasileira promovida pela Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e implementou o Novo Ensino Médio. A pesquisa foi fundamentada no pensamento de Hardt e Negri, especialmente no conceito de Império, que desc...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de Brasília (UnB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UnB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unb.br:10482/51997 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.unb.br/handle/10482/51997 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Filosofia Novo Ensino Médio Reforma educacional Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Biopolítica |
| Sumario: | Este trabalho analisou a contrarreforma educacional brasileira promovida pela Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e implementou o Novo Ensino Médio. A pesquisa foi fundamentada no pensamento de Hardt e Negri, especialmente no conceito de Império, que descreve a estrutura de poder global contemporânea, destacando como essa lógica de controle se manifesta em diferentes esferas, incluindo a educação. A contrarreforma impactou a estrutura curricular e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reorganizando os currículos e diluindo os conteúdos de Filosofia e Sociologia em diversas disciplinas, sem garantir um componente curricular próprio, o que, conforme estudos, pode levar à exclusão gradual da Filosofia no Ensino Médio. Os objetivos do estudo foram: analisar os principais aspectos da biopolítica conforme Hardt e Negri, identificar as mudanças no ensino de Filosofia decorrentes da reforma e interpretar essas alterações à luz dos conceitos de biopolítica e Império. A justificativa da pesquisa reside na relevância desses conceitos para compreender as relações de poder na sociedade contemporânea, com foco no campo educacional. A interdisciplinaridade entre biopolítica, filosofia e educação possibilitou uma análise ampla e crítica das dinâmicas de poder que atravessam o processo educativo. A metodologia adotada foi a investigação filosófica, com uma revisão bibliográfica voltada para a análise crítica das políticas educacionais e da BNCC. Essa abordagem revelou as tensões entre controle e liberdade na educação, evidenciando o papel crucial da Filosofia na promoção do pensamento crítico e autônomo. Em síntese, o estudo investigou como o Novo Ensino Médio afeta o ensino de Filosofia no Brasil, relacionando essas transformações à lógica do Império e às estruturas de poder globais, destacando suas implicações no contexto educacional brasileiro. |
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