Avaliação da produção de espécies reativas de oxigênio e óxido nítrico em macrófagos de pacientes com leishmaniose tegumentar americana infectados com Leishmania (Viannia) braziliensis

INTRODUÇÃO: A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania. Esses parasitos intracelulares obrigatórios podem causar um amplo espectro de doenças no ser humano, como a leishmaniose disseminada (LD) e cutânea (LC). Estud...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Alan Rocha dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/62130
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62130
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Leishmaniose
Macrófagos
Espécies reativas de oxigênio
Óxido nítrico
Leishmaniasis
Macrophages
Reactive oxygen species
Nitric oxide
Leishmaniose Cutânea
Espécies Reativas de Oxigênio
Óxido Nítrico
Descripción
Sumario:INTRODUÇÃO: A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania. Esses parasitos intracelulares obrigatórios podem causar um amplo espectro de doenças no ser humano, como a leishmaniose disseminada (LD) e cutânea (LC). Estudos compararam a resposta imune de monócitos de pacientes com LD e com LC após infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis, revelando que isolados de LD induziram maior explosão oxidativa nos monócitos, independentemente da origem dos mesmos. Outra pesquisa demonstrou maior explosão oxidativa em monócitos de pacientes com LC em relação a indivíduos sadios, atribuindo isso ao aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS) em vez de óxido nítrico (NO). Existem evidências que sugerem que a resposta imunológica durante a LTA varia entre diferentes formas clínicas da doença, com diferenças na produção de citocinas, resposta oxidativa e capacidade de controle do parasita. Diante desse cenário, a hipótese testada foi que a produção de ROS e NO em macrófagos de pacientes com LD difere daquela observada em macrófagos de pacientes com LC após a infecção com o isolado LD de L. (V.) braziliensis. OBJETIVO: Comparar a produção de ROS e NO em macrófagos de pacientes com LD e com LC após a infecção com o isolado LD de L. (V.) braziliensis. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizada a comparação da produção de ROS e NO entre macrófagos de pacientes com LD, com LC e indivíduos sadios, após a infecção com o isolado LD de L. (V.) braziliensis, utilizando uma proporção de 5:1 promastigotas/macrófagos em intervalos de 2, 4 e 8 horas A avaliação da carga parasitária foi conduzida através de microscopia óptica, após coloração dos macrófagos com panóptico rápido, para assegurar o sucesso da infecção e a quantificação de amastigotas intracelulares. A expressão da enzima Arginase 1, associada ao metabolismo do NO, foi avaliada por microscopia confocal. A comparação da produção de ROS e NO entre os macrófagos de pacientes com LD e com LC foi executada usando a Citometria de Fluxo, com o auxílio de sondas fluorescentes para mensurar ROS, incluindo superóxido (O2-) e peróxido de hidrogênio (H2O2), bem como o NO. RESULTADOS: A carga parasitária apresentou equivalência entre os macrófagos dos pacientes com LD e com LC após a infecção com o isolado LD. A expressão de Arginase 1 mostrou similaridade entre os macrófagos desses grupos. Quanto à produção de ROS, O2- e H2O2, os macrófagos de pacientes com LD e com LC exibiram uma resposta semelhante após a infecção com o isolado LD. Além disso, a produção de NO também se mostrou comparável entre os macrófagos dos pacientes com LD e com LC após a infecção com o mesmo isolado. CONCLUSÕES: A produção de ROS e NO em macrófagos de pacientes com LD foi semelhante aos macrófagos de pacientes com LC após 2, 4 e 8 horas de infecção. Novos estudos são necessários para uma compreensão abrangente dessa relação e seu possível impacto na LTA