O regional na literatura contemporânea: enfoque sobre Galiléia e Livro dos Homens, de Ronaldo Correia de Brito
No século XX, costumou-se ligar o conceito de regional à ideia de homogeneidade, na qual eram cultivados mitos de origem, espaços de saudade, crendices, tradições, identidades estereotipadas. No entanto, a sociedade se modificou muito neste século e a literatura acompanhou esse processo, ainda que s...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/24975 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/24975 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Regional Literatura contemporânea Ser humano Ronaldo Correia de Brito Galiléia Livro dos homens |
| Resumo: | No século XX, costumou-se ligar o conceito de regional à ideia de homogeneidade, na qual eram cultivados mitos de origem, espaços de saudade, crendices, tradições, identidades estereotipadas. No entanto, a sociedade se modificou muito neste século e a literatura acompanhou esse processo, ainda que sem tanta notoriedade em seu diálogo com o regional. Atentos, igualmente, à mudança do conceito e à carência de estudos recentes sobre ele, buscamos, com esta pesquisa, aprofundar os estudos em torno da manifestação de uma das tendências da literatura contemporânea, a regional, a partir de duas obras do escritor Ronaldo Correia de Brito, Galiléia (2008) e Livro dos Homens (2005). Elas nos descortinam características da figuração do regional nas demandas da contemporaneidade, mostrando-nos que questões ligadas ao regional dos séculos XIX e XX foram redimensionadas, atualizadas, repensadas e até mesmo rechaçadas diante das multiplicidades desta Era. É o caso, destacadamente, do entendimento sobre o espaço, da passagem do tempo, do estado do ser humano. E, embora a estrutura da narrativa não seja tão diferente das do século passado, o indivíduo que narra e a aura do que é narrado demonstram as fragmentações do ser humano contemporâneo e de sua organização social. Nosso trabalho é iniciado com a discussão de conceitos e pensamentos em torno da contemporaneidade e de sua literatura, com enfoque final sobre a tendência regional. Isso para contextualizar a sociedade e a literatura em que se inserem as obras do corpus analisado, o que constitui o capítulo seguinte. Nele nos permitimos pensar temáticas que ainda são novidades no tratamento do regional, buscando delinear essa instância no contemporâneo, despojados de limites conceituais e parâmetros de leitura e tradição. No último capítulo, perseguimos o conceito de regional, tanto enquanto acessório para homogeneizar identidades e memórias de um povo, como enquanto figuração subjetiva que toma novo corpo e novo apelo no contemporâneo. Assim, arrematamos o tema do regional iniciado no primeiro capítulo, e aprofundamos teoricamente o que analisamos criticamente nas obras, na busca de entender a existência e o uso de regional nas urgências do século XXI. |
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