O livro ilustrado de conto de fadas: forma(s) e natureza

Partindo-se do pressuposto de que o foco da presente tese, o livro ilustrado de conto de fadas, consiste em um objeto artístico multissemiótico estruturado a partir de três sistemas de linguagem, a saber, a palavra, a imagem e o design, procura-se, aqui, compreender como esses três sistemas se artic...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Garcia, André Luiz Ming
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04092019-154727
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-04092019-154727/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Brothers Grimm
Chapeuzinho Vermelho
Conto de fadas
Fairy tale
Illustration
Ilustração
Irmãos Grimm
Little Red Riding Hood
Livro ilustrado
Picturebook
Semiótica
Semiotics
Descrição
Resumo:Partindo-se do pressuposto de que o foco da presente tese, o livro ilustrado de conto de fadas, consiste em um objeto artístico multissemiótico estruturado a partir de três sistemas de linguagem, a saber, a palavra, a imagem e o design, procura-se, aqui, compreender como esses três sistemas se articulam entre si com vistas à geração de sentidos. Por esse motivo, parte-se da semiótica peirciana como fundamentação teórica para perquirir essa questão, com o auxílio de semióticas específicas voltadas à análise da imagem. Assim, procura-se investigar as propriedades semióticas e fenomenológicas dos principais tipos de signos encontrados no seio dessas obras. Entre os objetivos específicos, encontram-se a investigação dos termos da conjugação livro ilustrado/conto de fadas, a construção verbovisual das personagens e ambientes nas obras principais do corpus (Grimm-Janssen e Grimm-Pacovská) e a comparação entre essas obras e as chamadas ilustrações de tradição, integrantes de livros com ilustrações de contos de fadas. Para realizar a leitura das textualidades presentes no corpus principal e expandido, procura-se verificar como cada semiose funciona, de acordo com o eixo ao qual pertence, e como se integra aos signos dos demais códigos, proporcionando uma direção de sentido geral. Parte-se do princípio de que cada interpretação de signos, principalmente aqueles mais ambíguos e com formas mais obscurecidas, consiste em um interpretante dinâmico que ruma em direção a um interpretante final ideal, porém, na realidade, inatingível. A análise das obras nos leva a concluir que as propostas contemporâneas, ao gerarem potencialmente maior estranhamento e suscitarem questionamentos e dúvidas junto ao leitor-visualizador, representam um desafio perceptivo/sensorial e intelectual maior que aquele representado pela ilustração/arte de tradição, gerando potencialmente maior carga de sensação, pensamento e choque.