O Diário das trans: representações de mulheres trans e travestis no Diário do Pará (1980-1990)

O cerne da presente investigação se encontra na crescente historiografia queer, ao analisar as representações de mulheres trans e travestis no jornal paraense Diário do Pará na década de 1980, anos considerados determinantes na construção de identidades e expressões de gênero desviantes da heterocis...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: NASCIMENTO, Júlio Ferro Silva da Cunha
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/17207
Acceso en línea:https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17207
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
História trans
Transfeminilidades
Periódicos
Trans history
Transfemininities
Periodicals
POPULAÇÃO, FAMÍLIA, MIGRAÇÃO E GÊNERO
HISTÓRIA SOCIAL DA AMAZÔNIA
Descripción
Sumario:O cerne da presente investigação se encontra na crescente historiografia queer, ao analisar as representações de mulheres trans e travestis no jornal paraense Diário do Pará na década de 1980, anos considerados determinantes na construção de identidades e expressões de gênero desviantes da heterocisnormatividade. Com a queda da censura do regime militar, revoluções farmacêuticas e o interesse da mídia, os jornais apontam um “modismo” em torno da figura da travesti, da transexual, do transformista, entre outros sujeitos que são categorizados em meio a quebras e resistência terminológicas e identitárias. Ocorre, neste período, constantes tensões sociais, econômicas e étnicas entre a representação da mídia e o sujeito representado. Portanto, enquanto abordagem teórico-metodológica, a pesquisa utiliza a teoria queer, a qual é aliada aos pensamentos foucaultianos sobre poder e discurso enquanto prática, enquanto arcabouço teórico para analisar as reportagens do Jornal Diário do Pará. Assim, acrescido de um intuito de leitura a contrapelo das fontes do periódico, problematiza-se as estratégias de controle e resistência em discursos midiáticos regionais no que tange a midiatização de corporeidades e vivências de mulheres trans e travestis. Sendo possível entender como a representação transfeminina é plural, marcada pela ambiguidade e apresentada enquanto fonte de violência física e simbólica, onde o ambíguo é apresentado enquanto fator essencial para o fascínio sobre pessoas transfemininas nas seções sobre shows, casos policiais, internacionais e política.