Novas cartas portuguesas: a vagina dentata das Três Marias

Quando, em 1972, as Três Marias publicam Novas cartas portuguesas, este acontecimento provoca uma verdadeira “onda de choque”, devido ao tema que as atravessa, ou seja, a “vida íntima (sexual) das mulheres” (Lamas, 1974). Assim, alguns anos mais tarde, M. L. Pintasilgo, afirma que existe “um excesso...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lentina, Alda Maria
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Via Atlântica (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/140254
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/view/140254
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:women sexuality
pornography
eroticism
body
sexualidade feminina
pornografia
erotismo
corpo
Descrição
Resumo:Quando, em 1972, as Três Marias publicam Novas cartas portuguesas, este acontecimento provoca uma verdadeira “onda de choque”, devido ao tema que as atravessa, ou seja, a “vida íntima (sexual) das mulheres” (Lamas, 1974). Assim, alguns anos mais tarde, M. L. Pintasilgo, afirma que existe “um excesso que não enquadra na normalidade [e que] reside no facto de que as fronteiras entre o erotismo e a pornografia são ultrapassadas”. Propomo-nos explorar a vertente transgressiva do texto, atentando para uma ruptura com as convenções de representação dominantes em matéria de erotismo/pornografia, isto é, a passagem do “ob/scene” ao “on/scene” da sexualidade feminina. A outra transgressão será a descrição da parte mais íntima da anatomia feminina: o seu sexo – um novo território a ser visto e explorado pela mulher.