Cosmocerca minasensis n. sp. (Nematoda: Cosmocercidae) parasita do intestino grosso de Scinax longilineus (B. Lutz, 1968) (Anura: Hylidae).

Foi realizado um levantamento da helmintofauna intestinal de uma subpopulação de 60 anuros da espécie Scinax longilineus, coletada no Parque das Mangabeiras, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Os dados obtidos mostraram que esses animais estavam parasitados com apenas uma espécie de nematoda do g...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barbara Camilo Rajao Costa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/SAGF-6ZCQLA
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/SAGF-6ZCQLA
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anura
Cosmocerca
Scinax
Nematoda
Parasitismo
Parasitologia
Anuro
Intestino grosso
Helminto
Parasito
Descripción
Sumario:Foi realizado um levantamento da helmintofauna intestinal de uma subpopulação de 60 anuros da espécie Scinax longilineus, coletada no Parque das Mangabeiras, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Os dados obtidos mostraram que esses animais estavam parasitados com apenas uma espécie de nematoda do gênero Cosmocerca, comumente encontrado nos anfíbios. A observação de alguns caracteres morfológicos dos helmintos, como o fenótipo e quantidade das plectanas, a posição do anel nervoso e vulva, as dimensões dos ovos larvados e, principalmente, o tamanho dos espículos permitiram concluir que estes parasitos fazem parte de uma nova espécie de cosmocercídeo. Esta nova espécie foi denominada Cosmocerca minasensis. A análise histopatológica das lâminas dos intestinos parasitados, quando comparadas com os cortes do grupo controle, mostrou que C. minasensis é uma espécie pouco patogênica para os hospedeiros anuros. No estrato epitelial do intestino grosso observou-se hiperplasia das células caliciformes, atrofia e dilatação das vilosidades. A lâmina própria estava fibrosada e apresentava uma maior população de macrófagos, que se organizaram em grupos condensados. Os capilares sanguíneos da mucosa intestinal encontraram-se menos numerosos e anastomosados. Estas modificações teciduais relatadas para os intestinos parasitados foram classificadas como leves, estando o infiltrado inflamatório restrito à camada mucosa.