Estudo das interações entre glifosato e adenina com montmorillonita-KSF em diferentes condições experimentais
Resumo: Glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no mundo e atinge facilmente o solo e águas subterrâneas Há diversos trabalhos na literatura que descrevem a interação entre glifosato e minerais, porém poucos investigam esta interação em ambientes marinhos A interação entre o glifosato e a mont...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2024 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual de Londrina (UEL) |
| Repository: | Repositório Institucional da UEL |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.uel.br:123456789/9938 |
| Online Access: | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/9938 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Química Isotermas de adsorção Herbicidas Minerais Química prebiótica Chemistry Adsorption isotherms Herbicides Minerals Prebiotic chemistry |
| Summary: | Resumo: Glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no mundo e atinge facilmente o solo e águas subterrâneas Há diversos trabalhos na literatura que descrevem a interação entre glifosato e minerais, porém poucos investigam esta interação em ambientes marinhos A interação entre o glifosato e a montmorillonita foi investigada na presença de água do mar atual e dos seus principais cátions Os minerais podem ter desempenhado um papel importante na evolução química e origem da vida, interagindo com biomoléculas, atuando na sua pré-concentração, polimerização e protegendo-as da radiação A interação entre biomoléculas e minerais é bastante estudada e a modificação desses minerais pode promover mudanças na sua superfície e, consequentemente, em suas propriedades físico-químicas Investigou-se também a interação entre adenina e montmorillonita lavada e modificada com íons Cu2+, sendo utilizada uma água do mar que representa a composição salina dos oceanos na Terra há 4, bilhões de anos (4, Ga) As caracterizações e análises químicas foram feitas utilizando diversos modelos de isotermas de adsorção e as técnicas espectroscópicas de infravermelho e Mössbauer, a difratometria de raios-X e fotometria de chama Verificou-se que a adsorção do glifosato ocorre apenas na superfície do mineral e não nas suas entrecamadas Na presença de íons Ca2+ a adsorção do glifosato é maior devido à formação de complexo O modelo de isoterma de adsorção que resultou no melhor ajuste foi o de Sips, que abrange os modelos de Langmuir e Freundlich simultaneamente Os resultados de Mössbauer indicam que a presença de glifosato dificulta a oxidação de Fe2+ a Fe3+ da montmorillonita, o que pode ser devido à interação do ferro com o grupo fosfato do glifosato Com isso, a montmorillonita poderia desempenhar um papel importante na diminuição da disponibilidade de glifosato em água do mar, principalmente em ambientes com alta concentração de Ca2+ Quanto à adsorção de adenina nas diferentes montmorillonitas, foi possível observar uma maior adsorção na montmorillonita modificada, o que indica que pode estar ocorrendo a formação de um complexo entre a adenina e o Cu2+ Na presença da água do mar 4, Ga a adsorção na montmorillonita modificada foi muito maior Os parâmetros termodinâmicos demonstraram que a adsorção da adenina em montmorillonita é um processo espontâneo e favorável, pois possui valores negativos de energia livre de Gibbs, além de ser um processo exotérmico, ou seja, a adsorção diminui com o aumento da temperatura Os resultados de infravermelho e difratometria de raios-X indicam que a interação ocorre através do grupo NH2 da adenina e que a adenina entra nas entrecamadas do mineral A maior adsorção de adenina em montmorillonita modificada com Cu2+ é um resultado interessante, visto que o Cu2+ tem uma grande afinidade para formar complexos com biomoléculas e pode ter desempenhado um papel importante na Química Prebiótica |
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