Agentes comunitários de saúde e a pandemia da COVID-19 nas favelas do Brasil

A pesquisa tem como objetivo descrever a percepção sobre a pandemia da COVID-19 dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que atuam em comunidades pobres ou favelas no Brasil como membros da equipe da Atenção Primária à Saúde (APS). O estudo oferece evidência sobre a dinâmica social da pandemia da COV...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Costa, Nilson do Rosário, Bellas, Hugo, Silva, Paulo Roberto Fagundes da, Carvalho, Paulo Victor Rodrigues de, Uhr, Deborah, Vieira, Cristine, Jatobá, Alessandro
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/42248
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/42248
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:COVID-19
Favelas
Política Pública
Infecções por Coronavirus
Agentes Comunitários de Saúde
Atenção primária à saúde
Atenção Primária à Saúde
03 Saúde e Bem-Estar
Descrição
Resumo:A pesquisa tem como objetivo descrever a percepção sobre a pandemia da COVID-19 dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que atuam em comunidades pobres ou favelas no Brasil como membros da equipe da Atenção Primária à Saúde (APS). O estudo oferece evidência sobre a dinâmica social da pandemia da COVID-19 nas comunidades pobres. A pesquisa utilizou um questionário de autopreenchimento aplicado a 775 ACS que declararam trabalhar em favelas ou comunidades pobres de 368 municípios e 26 Estados. A pesquisa mostra que o negacionismo sobre a severidade da pandemia, especialmente de entes governamentais, afeta a aderência ao isolamento social das comunidades pobres. Neste contexto, a maioria dos ACS informa a percepção de insegurança e medo no exercício das suas funções rotineiras durante a pandemia. A pesquisa oferece evidência para compreensão dos limites para a atuação dessa burocracia de nível de rua no contexto da pandemia. O curso da pandemia impõe desafios inesperados aos modos usuais de interação dos ACS com as comunidades, como a rejeição dos moradores, a ausência de informação para lidar com a COVID-19 e mesmo a falta de equipamentos de proteção individual para as visitas domiciliares. A pesquisa recomenda que estes entraves devam ser considerados nas prescrições de políticas públicas para a atenção primária no contexto da pandemia.